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19 outubro 2016

O diário de ...

...Vasco Pulido Valente
in Observador
    16.10.2016
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As discussões sobre o Orçamento de 2017 deixaram à vista a pobreza e a fragilidade de Portugal. Sempre foi assim. Agora julgávamos que “entrar” para a Europa nos fazia europeus. Não fez.
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Vasco Pulido Valente
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Segunda-feira
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À cautela fiquei em casa. De qualquer maneira ficava, mas desta vez fiquei com convicção. Esta querela dos taxistas é um retrato da imbecilidade nacional. Primeiro, não há uma única espécie de taxistas, há três: os taxistas que trabalham por conta de outrem (desconfio que a maioria), os proprietários de um carro (e de um alvará) que são no fundo donos de um pequeno negócio de família (feito à custa de austeridade e poupança) e as empresas que têm dezenas (ou centenas) de táxis, que, naturalmente, se governam por outros interesses. A lei juntou as três espécies por uma questão de ignorância e de amadorismo. Vieram brincar aos governos, brincam aos governos. Resultado: arranjaram um sarilho sem uma saída digna.
(...)
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Quarta-feira 
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Consta por aí que o eng. Sócrates vai publicar outro livro. Por descargo de consciência li o primeiro. É um exercício escolar sem originalidade ou rigor, que, como lhe compete, exibe uma enorme incultura filosófica. Não valia a pena tornar a falar dele se Sócrates não aparecesse agora com uma nova prestação dos seus pensamentos, desta vez sobre o “carisma” (um assunto que tresanda a pretexto para o auto-elogio). Depois do que se disse sobre a autoria e as vendas da sua alegada tese, nenhum académico com vergonha se atreveria a lembrar a sua presença sobre a terra, sem o reconhecimento de uma universidade idónea. O problema de Sócrates é que está morto, intelectual e politicamente morto, e se recusa a reconhecer esse facto simples. A agitação em que anda chega a confranger. Sossegadinho na Covilhã ou no diabo ficava melhor. 
(...)
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Sexta-feira 
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Quando se puxa o cobertor para cima, ficam os pés de fora; quando se puxa o cobertor para baixo fica de fora a cabeça. Depois de se insultarem por causa deste interessante assunto, os senhores da economia recomendam muito sabiamente que se estique o cobertor. Mas, sobre a maneira de o esticar, não dizem mais que meia dúzia de lugares-comuns. As discussões sobre o Orçamento de 2017 deixaram à vista a pobreza e a fragilidade de Portugal. A choradeira e o ranger de dentes não levam a nada, nem os triunfos vicários com as façanhas de Ronaldo ou Guterres. Sempre foi assim. Agora julgávamos que “entrar” para a Europa nos fazia europeus. Não fez. 
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Sábado 
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Ando a ler uma “História do Cristianismo – Primeiro Milénio”, que tem 1 100 páginas e ajuda muito quando se tem de esperar. É um interesse antigo que os meus compatriotas não partilham. Verdade que Saldanha, o da estátua, conseguiu fazer o maior discurso do Parlamento português sobre o Concílio de Niceia, mas não era inteiramente bom da cabeça e era Presidente do Conselho e comandante-em-chefe do exército. Os católicos nunca se interessaram muito pela origem ou pela teologia da sua fé. Hoje nem sequer há uma boa tradução da Bíblia (tirando talvez a do Novo Testamento, directamente traduzida do grego por Frederico Lourenço, que saiu esta semana). O próprio Patriarca deu a entender a uma amiga minha que não estava muito satisfeito com esta situação. A Universidade Católica não se interessa e só se preocupa com as suas ninhadas de economistas, de gestores e daquelas criaturas que se auto-proclamam “cientistas” políticos. O que estará na cabeça do católico indígena, fora meia dúzia de orações e de rituais, e de uma vaga crença no Céu e no Inferno?
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Este comentário foi piblicaso em 16 de Outubro

Humor antigo...

in. "Mundo Ri", nº 136
de Janeiro - 1965.
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- Não... Mais decotado atrás, não fabricamos...

18 outubro 2016

Fotografias de Setúbal...

No estuário do Sado
em 16.10.2016 - 11h:03m
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O Navio Escola Sagres abandona o porto de Setúbal  

17 outubro 2016

Filosofia curtíssima...

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"Da minha casa até ao bar são 5 minutos.
...mas do bar até à minha casa são 1hora e 50 minutos!

16 outubro 2016

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Desejei ver-te, outro dia
não te encontrei tão depressa...
Quando o amor se sacia
não é tal como começa!...                 

15 outubro 2016

Um bom resultado...

Na última semana, entre 8 de Outubro, às 15h  e 15 de Outubro, às 14h, registei os seguintes acessos ao meu "blogue".
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Estados Unidos       1859
Portugal                 1071
Alemanha                 530
Polônia                     162
Brasil                         72
França                       37
Irlanda                      30
Lituânia                     21
China                        18 

Rússia                       16
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...não sei o que é que passou pela cabeça dos "nossos amigos americanos"!...

O Prémio Nobel da Literatura...

... em 2016.
A opinião de Irvine Welsh sobre a atribuição do prémio:
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"Sou fan de Dylan, mas isto é um prémio nostálgico mal-amanhado, arrancado das próstatas rançosas de hippies senis e gaguejantes."
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Eh!... Eh!... Eh!...
Concordo plenamente...

14 outubro 2016

46 anos depois...

... eles encontraram-se em Albarquel.
Foi no dia 24 de Setembro...
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Hoje não me apetece cumprir o "programa".
Vamos fazer uma pequena "recapitulação da matéria dada".
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O Helder Cordas em 24 de Setembro

Lá ao fundo, o Luís Dâmaso e o Helder Cordas
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O Helder Cordas era assim... em Outubro de 1964.

  
Helder Manuel Cercas Cordas
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"Uns anos" mais tarde quase não reconheci o Helder... 

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O Silva Duarte em 24 de Setembro

O Carlos Setra, o Óscar do Vale e o João Silva Duarte 
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O João Silva Duarte em Outubro de 1969

   
João Manuel Pedrosa Silva Duarte
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Agora está "um pouco diferente" mas nunca o perdi de vista.

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O Alves da Silva em 24 de Setembro

O Pedro Alves da Silva, à direita.
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O Pedro Alves da Silva era assim em 1969

   
Manuel Pedro Guerra Alves da Silva
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Está "um pouco diferente"...  e só o reconheci
porque nunca o perdi de vista, desde então.

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O Óscar do Vale em 24 de Setembro


O Óscar do Vale Cardoso Martins (ao centro)

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O  Óscar do Vale (era assim que eu o tratava) em 1961
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Oscar do Vale Cardoso Martins em 1961/62
(era aluno do 1ºC)
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Perdi completamente, de vista, o Óscar do Vale até há bem poucos anos.
Ele agora está assim e mantem uma boa disposição que já naquela altura possuia.

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O João Vasco Fernandes


O João Vasco com o Carlos Setra
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João Vasco de Almeida Fernandes
foi meu aluno em 1964/65, no 4ºAno
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O João Vasco está perfeitamente reconhecível... 
"talvez" um pouco mais forte...

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A Clotilde Dimas

A Clotilde ao lado do "namorado" que já era naquele tempo...

  
Maria Clotilde Tavares Dimas
Foi minha aluna em 1968/69 num 6ºAno de Ciências Naturais
e, depois, no 7ºAno.
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 Está na mesma, perfeitamente reconhecível.

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O Miranda Duarte


       
O Miranda Duarte foi meu aluno em 1969/70
na turma C do 7ºAno f), em Ciências Naturais
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O João Luciano Miranda Duarte
"parece" estar um pouco mais velho...
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O João Luciano quase ficou fora desta fotografia...
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O Paulo Bordeira


O Paulo Manuel Henriques Cruz Bordeira
Foi meu aluno em 1969/70, num 7ºAno f)
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       O Paulo Bordeira actual está "um pouco mais leve"
mas continua em grande forma.
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Houve sempre uma boa disposição sadia...

o Carlos Pinto


  ´
O Carlos Manuel Ferreira Pinto foi meu aluno em 1961/62
quando estava no 1ºAno do Liceu 
Perdi-o completamente de vista e não consegui identificá-lo
quando há dias estive com ele. Embora as suas feições me dissessem alguma coisa só em casa consegui identificá-lo bem, ao consultar "as minhas memórias"...
Peço desculpa, pelo meu lapso... Não se pode ser velho... 
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   O Carlos Pinto tal como está agora.
As duas fotos estão separadas por 55 anos. Ninguém diria...
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Interrompi a conversa...

a Emília Vaz Pereira


Nesta altura era a Emília Santinhos 
e foi minha aluna num 6ºAno em 1969/70
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 A Emília Vaz Pereira tal como está
ao fim de todos estes anos
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Um "momento" para memória presente...
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o Constantino Teles


O Constantino José Guerreiro Teles
foi meu aluno em 1969/70
num 7ºAno inesquecível, embora um pouco "curto"...
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O Constantino Teles está agora assim. Quase, quase igual...
Quem dirá que já goza de uma reforma bem merecida?
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Recordando momentos vividos há muito.
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o Rui Pereira


O Rui Manuel Conceição Pereira
em 1961. quando foi meu aluno de Ciências Geográfico Naturais, 
numa turma A do 1ºAno
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Actualmente, o Rui Pereira "revelou-se um orador"
com grande futuro...
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O Carlos Setra

O Carlos Setra em 1961
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 Carlos Matos Quaresma Setra
tal como se apresentou na Reunião de 24 de Setembro 
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O Carlos Setra deve estar a contar "alguma das suas"...
Quanto ao cachimbo que se vê à esquerda... não sei se será 
o mesmo que o Paulo Bordeira utilizou na Visita de Estudo
que fizemos ao Cabo Espichel e à Serra da Arrabida
em 10 de Novembro de 1969... Não acredito que seja o mesmo!
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NB - Não me comprometo a fazer uma "coisa destas" para os que não foram meus alunos...        Faltam-me as suas fotos para mostrar como eles eram naqueles bons tempos.
       Mas alguma coisa hei-de "inventar" para lhes prestar também a devida homenagem. 

13 outubro 2016

Já nasceu a Luisinha...

... a minha bisneta já chegou. 
Apareceu às 13h06m... 
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A Madalena e a filha Maria Luisa
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Parabéns para a Madalena.
Parabéns para o Gonçalo.
Parabéns para o Gonçalinho...
... e parabéns para toda a família.
(Parabéns para mim também!...)

Filosofia curtíssima...

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"O único fim feliz que conheço é o fim de semana."

12 outubro 2016

Esta é boa, Luizinha Salazar!...

Gostei muito...
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"Ao verem uma fila enorme para entrar na Casa de Serralves, dois miúdos decidem também ir ver o que se passava.
Mal entram, dão de caras com um quadro de Miró. Após uns segundos em silêncio, diz um deles: 
"Oh pá, vamos embora, ainda dizem que fomos nós".

11 outubro 2016

Os taxistas...

...são os melhores amigos da Uber.
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É este o título escolhido por
João Miguel Tavares
para a crónica que hoje, dia 11 de Outubro
escreve na sua Coluna "O respeitinho não é bonito"
do Público.
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João Miguel Tavares 
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Há uma certa ironia no facto de os taxistas terem decidido barricar-se na zona do aeroporto – precisamente o lugar de Lisboa que ao longo dos anos mais contribuiu para destruir o prestígio da sua profissão. Há muito que o sector do táxi perdeu a guerra da imagem e da civilidade, e para isso basta comparar a linguagem do senhor Florêncio da ANTRAL com a postura dos responsáveis portugueses da Uber e da Cabify. Esse é um dos seus mais graves problemas: tirando a defesa tímida por parte do PCP, os taxistas estão sozinhos. Muitas profissões já foram profundamente atingidas, há mais de uma década, pela evolução tecnológica. Lojas online, sites de partilha, de música a apartamentos, plataformas de marcação de viagens, homebanking, jornais digitais, ascensão das redes sociais, tudo isto afectou de forma dramática inúmeras profissões. Outras, em compensação, nasceram. Chegou agora a vez de a revolução digital atingir o negócio dos táxis. É o fim de um monopólio, que dói aos que dele usufruíram, mas que é altamente favorável para o consumidor.

Um táxi é um meio de transportar um cliente do ponto A ao ponto B. Eu sei que isto parece óbvio, mas há quem tenha enormes dificuldades em lidar com a obviedade. Da mesma forma que muitos esquecem que as escolas servem para ensinar alunos e não para empregar professores, no caso dos táxis muitos esquecem-se que eles existem para transportar clientes e não para empregar taxistas. Quando alguém inventa uma nova forma de transportar um cliente do ponto A ao ponto B e o cliente gosta dessa nova forma, a sequência lógica, numa democracia que acredita no mercado e na livre iniciativa, não é ilegalizar tal transporte, mas, pelo contrário, integrá-lo na economia, promovendo a concorrência.

Sei que os taxistas dizem que não se opõem à concorrência – apenas se opõem à concorrência desleal. Mas as vantagens dos táxis continuam a ser imensas. A haver concorrência desleal seria a deles. Sim, os motoristas da Uber e da Cabify têm menos horas de formação, cobram os preços que entendem e não têm de estar preocupados em pôr autocolantes nos vidros dos carros. Mas os táxis têm inúmeros benefícios fiscais (redução do ISV, isenção do IUC, dedução das despesas no IVA, majoração em sede de IRC), não estão sujeitos à factura electrónica, têm um alvará que pode ser transaccionado por dezenas de milhares de euros, têm faixas Bus para circular, praças para estacionar e, sobretudo, são o único serviço que se pode apanhar no meio da rua com um braço no ar. Com este enquadramento, a ideia de uma concorrência desleal por parte da Uber e da Cabify é absurda.

Os taxistas apostam agora numa nova palavra: a “contingentação”. Eles querem definir um numerus clausus para a Uber e para a Cabify. Mas se é evidente que o serviço de táxis, que tem praças exclusivas e vias de circulação próprias, precisa de ter um contingente limitado, não há qualquer razão para que um carro que se limita a circular pela cidade, como qualquer automóvel, tenha de seguir as mesmas regras. “Quantas viaturas podem estar ao serviço?”, perguntam os taxistas. Pois eu pergunto: quantos restaurantes podem estar ao serviço? Quantas mercearias? Quantas livrarias? Quantos bares? Quantas casas podem ser arrendadas? E quantas podem ser vendidas? Esta resposta não é dada por mim, por si ou pelo governo. A resposta é dada pelo mercado. Um mercado que deve ser regulado. Que deve ser legal. Mas que deve, sobretudo, ser livre.

...ou como rebentar uma classe...

...num título escolhido por 
Ana Sá Lopes
no editorial de hoje, 11 de Outubro, no
Jornal i.

Ana Sá Lopes
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Nunca conduzi. Serei, possivelmente, uma cliente razoável dos táxis de Lisboa. Não instalei a Uber, apesar de já ter beneficiado dos serviços. Continuo a ir para o meio da rua à espera que passe um táxi vazio. Sou uma testemunha de que a defesa de que era preciso que viesse um novo Salazar já está esbatida e hoje é mais um mito do que outra coisa – embora tenha sido verdade nos últimos 30 anos, a minha amostra privada sugere que a tendência caiu.

Por outro lado, aumentou (ou talvez disparou) o número de profissionais que não sabem o nome das ruas, onde ficam e muito menos se dispõem a ligar o GPS, uma coisa que não havia há 30 anos. Resultados da amostra privada: menos apelos a Salazar, mais taxistas sem conhecerem a cidade. As vezes que tenho de me desculpar por não saber os caminhos – “sabe, é que eu não conduzo, nunca tive carro” –, como se essa fosse a minha obrigação, são incontáveis.

Apesar de ter sempre algum medo ao apanhar um táxi no aeroporto e dizer que o destino é para ali ao lado, em Alvalade, a minha relação com os taxistas tem corrido de forma razoável. Há sempre o problema dos trocos. A rádio aos altos berros. Esporadicamente, uns aceleras. Mas a maioria dos profissionais foge ao estereótipo da “conversa de taxista”. Mas, na verdade, os estereótipos existem porque existem os “tipos”.

E foi isso que vimos na manifestação de ontem, onde estiveram 400 taxistas, uma minoria. Aparentemente, estavam lá todos “os tipos” que contribuíram para a existência do “estereótipo”. Trinta anos depois de começar a andar de táxi em Lisboa, tomei uma decisão: não quero correr mais o risco de me cruzar com alguns dos arruaceiros de ontem. E muito menos com o taxista que disse queas leis são como as meninas virgens, são para ser violadas”.

A Uber e a Cabify devem ser regulamentadas, mas são o futuro. As cenas de pancadaria que já aconteceram anunciavam que a manifestação de ontem iria ser devastadora para a imagem de toda a classe. Foi mortal. Desculpem, vou instalar a Uber. E vai ser hoje.

Vai ser condecorada...

... a minha Faculdade de Ciências!..
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Atribuição do título de Membro Honorário da Ordem da Instrução Pública foi anunciada por Marcelo Rebelo de Sousa durante a cerimónia do Dia da FCUP 2016.


No Largo dos Leões

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A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) vai ser distinguida com o título de Membro Honorário da Ordem da Instrução Pública. O anúncio foi feito pelo Presidente da República durante o Dia da FCUP 2016, evento que assinalou no passado dia 7 de Outubro o 105.º aniversário daquela que é uma das mais antigas faculdades da U.Porto.

Foi com estupefação que descobri que nunca o poder político galardoou adequadamente os méritos desta faculdade”, começou por introduzir Marcelo Rebelo de Sousa, antes de anunciar a decisão. “E a decisão só podia ser uma, que é atribuir -lhe o título de Membro Honorário da Ordem da Instrução Pública”.

“O que é que [a FCUP] tem feito ao longo destes 105 anos, senão contribuir para a educação, para a formação, para a ciência, para a abertura à sociedade, ao serviço de uma missão pública?”, lembrou o Presidente, para quem esta condecoração formal, “a concretizar em tempo oportuno com a entrega das correspondentes insígnias”, serve para “agradecer, em nome de todos os portugueses e portuguesas, estes 105 anos de história contemporânea”.


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Passagem do Presidente da República pela FCUP 
incluiu uma visita às instalações da faculdade.
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O anúncio do Presidente foi um dos pontos altos do Dia da FCUP 2016. Antes da cerimónia oficial, Marcelo Rebelo de Sousa visitou as instalações da faculdade, acompanhado pelo Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, e pelo diretor da Faculdade de Ciências, António Fernando Silva. No edifício FC2, a comitiva passou pelos departamentos de Geociências e Ordenamento do Território e Física e Astronomia, e pela Sala Eureka. O percurso terminou no edifício FC6, com uma visita ao departamento de Ciência de Computadores, ao Centro de Competências em Cibersegurança e Privacidade e à empresa Sphere Ultrafast Photonics.

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As já habituais “selfies” não faltaram durante a participação 
de Marcelo Rebelo de Sousa no Dia da FCUP 2016.

A cerimónia do Dia da FCUP 2016 decorreu no Auditório Ferreira da Silva e contou ainda com as intervenções do Diretor da FCUP, do Presidente da Associação de Estudantes da FCUP, e do Reitor da U.Porto.

A sessão ficou também marcada pela entrega de várias distinções aos membros da faculdades, entre as quais se destaca a atribuição do Prémio Centenário da Faculdade de Ciências aos professores José António de Bessa Meneses e Sousa e Carlos Maria Martins da Silva Correia.
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in. "Noticias.up.pt" - 10.10.2016

10 outubro 2016

Recordações...

Setúbal, em 02.07.1991 
no primeiro aniversário da Madalena    
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GI 

09 outubro 2016

Humor antigo...

in. "Mundo Ri", nº 138
de Abril - 1965.

- Põe isso num posto que dê um desafio de futebol 
para ver se estes tipos se aproximam...