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18 abril 2013

O Armando da Conceição...

...prestou um bom contributo com este "apontamento" que agora me envia.
Já tinha lido este teu trabalho que, desta vez, vem mais completo.
Obrigado por estas tuas informações... Pareces mesmo um economista de raíz!...
O Eng.Armando Henriques da Conceição
(Natural do Estreito - Concelho de Oleiros)

Caro João José,
Escreveste no teu “blog” um extracto do Público que abaixo reproduzo. É um tema em que tenho meditado muitas vezes e com o qual concordo plenamente.  O que nos espera,  ..... não sei, mas que não vem aí coisa boa, acho que não. Os partidos são incapazes de resolver o grande problema da alhada em que eles próprios nos meteram, com as suas ganâncias,  sede de poder, irresponsabilidade, para não falar de outras coisas mais sérias e condenáveis. A alternativa de ditadura, também não será muito agradável. Mas entre os males de um ou do outro sistema, não sei qual será o pior. Nós tivemos a experiência de viver nos dois. E se havia coisas desagradáveis antes do 25 de Abril, hoje também há muitas que não são nada do meu gosto, e que às vezes até me dão saudades dos outros tempos. Há dias enviei-te um gráfico que fiz, não sei se chegaste a vê-lo. Tinha algumas gralhas e fiz recentemente as correcções  devidas. Reenvio-te hoje em três versões ( para o caso de dificuldades em abrí-lo em alguma delas).
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A última versão do gráfico
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Mostra a evolução da Dívida Pública Portuguesa em percentagem do PIB, de 1850 a 2012. Mostra também os governos que foram responsáveis por essa evolução, bem como bancarrotas no mesmo período, anteriores à situação actual, bem como políticas e causas associadas aos períodos em que aquele índice foi superior a 60%, limite considerado aceitávcel e sustentável. Làse pode ver o que os regimes de partidos têm feito antes e depois da ditadura que durou de 1926 a 1974. A ditadura endireitou as contas e no final começou já o crescimento. Foi nessa altura que se construíram os hospitais de Santa Maria e de São João, bem como a ponte Salazar. Esse mesmo crescimento continuou depois , porque havia o ouro acumulado e vinha muito dinheiro da Europa. Mas os partidos encarregaram-se  de dar cabo de tudo e agora estamos onde estamos. Isto é uma análise muito sucinta e resumida. Muito mais coisas haveria a comentar, a favor e contra cada um dos regimes. Nós sabemos isso. Havia a miséria, o analfabetismo, a censura, a perseguição política, etc. Mas a corrupção e roubalheira levadas a cabo pelo poder constituído, se hvia, hoje  são de longe muito maiores e mais escandalosas. A violência com roubos e assaltos que hoje nos aflige não se vivia naqueles tempos. Os tribunais eram mais rápidos a decidir, e, tirando  as questões “políticas”, as decisões eram mais justas também. Hoje a justiça é uma palhaçada.  E muito mais haveria a ponderar. O grande problema é que não há estadistas, capazes de ver a longo prazo e governar orientados por essa visão. Hoje a visão é muito curta, apenas o tempo que nos separa das próximas eleições, que é preciso ganhar, a todo o custo. Quem vai pagar, não importa. Vão ser as “desgraçadas” gerações dos nossos filhos e netos. E a nossa também: começou já a pagá-las, e de que maneira!Envio-te também o texto que fiz acompanhar com o envio deste gráfico.
Se quizeres fazer-me algum comentário ou crítica, podes “descascar” à vontade.  Quer concordes ou discordes, até te agradeço. Mas só se quizeres.  
Um abraço,
Armando Conceição
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Junta-se um gráfico que preparei sobre a EVOLUÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA PORTUGUESA (EM % DO PIB), desde 1850 a 2012. Está desenhado em várias cores, para distinguir os “governos”  responsáveis ao longo do tempo. Pesquisei e procurei também resumir as causas e/ou políticas que originaram os valores da Dívida acima dos 60% do PIB, valor considerado como aceitável e sustentável a não ultrapassar, na Europa e outras regiões do planeta, por se tornar “perigoso”. Assinalei também os dois casos de “bancarrota” verificados no período considerado, anteriores à nossa crise actual (1852 e 1891 – 1892). As causas da primeira são anteriores ao período em análise. Mas entre outras, essas causas devem-se a consequências próximas e remotas da guerra civil (1832 – 1834) entre miguelistas e liberais, à revolta da Maria da Fonte e à guerra da Patuleia que se lhe seguiu (1846 – 1847), e ainda ao “desgoverno” resultante de lutas pelo poder, caciquismo, inexperiência de vivência em democracia, etc. As causas da segunda bancarrota devem-se ao grande implemento dado por Fontes Pereira de Melo aos transportes ferroviários, à criação de infra-estruturas e transportes ferroviários, rodoviários e telégrafo eléctrico, sem as quais não seria possível desenvolver uma industrialização moderna como havia já na Inglaterra, Alemanha e França. Depois de inaugurado em 1856 o primeiro trecho de via férrea entre Lisboa e Carregado, num total de 36 Km (construído entre 1853 e 1856), construiu ainda um total de 2153 km de via, até 1886, montante que representa 60% do total que viria a ser construída na centúria  1856 – 1956  (3616 km).  As estradas construídas (antes, praticamente só havia caminhos velhos),  procuravam fazer a ligação das estações de caminho de ferro às povoações mais afastadas. O telégrafo eléctrico foi fundamental para o bom funcionamento do tráfego dos comboios.
Era uma situação bem diferente da actual. Agora, construíram-se auto-estradas em excesso, comprometeu-se muito dinheiro em PPP’s e TGV, além de se terem atribuído apoios sociais e aumentos da função pública, não digo desnecessários, mas,  não havendo dinheiro para pagá-las,  tudo teve que ser feito à custa de empréstimos, quando a barreira dos 60% da dívida pública em relação ao PIB já tinha sido ultrapassada. Também houve a crise do “Lemon Brother’s” a influir, mas não foi só, como muita gente  tem pretendido justificar. É certo que outros países também fizeram políticas semelhantes, embora em menor escala do que a nossa, e que tentam justificar-se dizendo que foi a CEE que incentivou. Fomos pois “os bons alunos“, como temos sido em sucessivos governos desde há pelo menos duas décadas.  A realidade é que não precisamos de “bons alunos” deste género. Faltaram-nos verdadeiros ESTADISTAS, capazes de visualizar as necessidades do País  a longo prazo (20 a 50 anos) e estabelecer políticas no sentido de resolver essas necessidades.  O que tivemos e continuamos a ter são governantes, por vezes bem “espertos”, de horizontes  eleitoraleiros com um período máximo de visão futura de 4 anos. E é pena !  
Há que referir que grande parte da  crise actual  deve-se  também, e muito, à ganância dos mercados, bancos e grande capital, que não olham a meios para atingir os fins. Isto sempre à custa da classe média e da menos favorecida, que sofrem na pele uma exploração inaceitável, imoral e criminosa. Mas os governos têm também uma grande responsabilidade, porque actuam muitas vezes em conluio nesta exploração com a qual estão comprometidos.  
Não se pode é atribuir  a culpa só a esta exploração gananciosa. Há que ter bom senso e não fazer asneiras internas como as atrás denunciadas. A culpa não é só de um dos lados, reparte-se. Mas cada lado insiste sempre em atribuí-la ao outro recusando-se a reconhecer os próprios erros. O que é pena!
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Então, Armando?!...Depois disto, o que é que tu querias que eu acrescentasse?!!!...

17 abril 2013

Humor antigo...

... com o traço de
Vilhena
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- Se jogo futebol, é porque jogo futebol!... Se subo às cadeiras, é porque subo às cadeiras!... Se puxo o rabo ao gato, é porque puxo o rabo ao gato!... Se atiro setas à tia Amélia, é porque atiro setas à tia Amélia!...

16 abril 2013

Os "Livros de Despedida"...

Da autoria de Tomás Mateus
em 1935-36
a caricatura do
Eng.Manuel Abreu Riscado
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Eng.Manuel Abreu Riscado

15 abril 2013

Hoje, o Google...

...homenageou um mito.
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Creio que os alunos do ensino secundário já deixaram, há muito tempo, de ouvir falar dele...
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Leonhard Euler nasceu na cidade de Basileia, na Suíça, no dia 15 de Abril de 1707, tornando-se num dos mais proeminentes matemáticos do século XVIII, graças a importantes descobertas.
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Leonhard Euler

 A obra de Leonhard Euler, em matemática e na física, é hoje reconhecida também com diversos tópicos baptizados com o nome de Euler: a função de Euler, a equação de Euler e a fórmula de Euler.
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Era um “nome sagrado” quando se iniciava o estudo da Cristalografia no ensino secundário. Toda a gente tinha de compreender o que era a “igualdade de Euler” (leia “óiler”, sff). Em qualquer cristal:
 A soma  do número de faces mais o número de vértices é igual ao número de arestas mais dois."
F + V = A + 2
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Guia de Trabalhos Práticos de Ciências Naturais - 6ºano
A igualdade de Euler
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O trabalho deste matemático hoje homenageado versou inúmeras áreas e é considerado, por múltiplas vezes, como a primeira referência escrita de diversas questões e problemas matemáticos.
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Euler faria hoje 306 anos.

Como diria...

... o saudoso Amigo Dr.José Carlos Sequeira Lopes, "ele está demente"!!...
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Li "isto" na edição  Fim de Semana, do jornal "i", 
saído em 13 de Abril de 2013...
...E não quis acreditar no que lia!...
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O Ex-primeiro Ministro, Dr.Mário Soares
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São palavras de um "terrorista" que devia ter mais cuidado com as palavras que profere.
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Vai sendo tempo de alguém controlar as palavras deste Senhor... que já não tem o discernimento para as proferir com o cuidado necessário... E é, de facto, uma pena termos de assistir ao fim inglório de uma personagem que teve um papel significativo no post 25 de Abril...
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E a imprensa que está instalada até chora por "coisas" destas!...
Poupem o Homem!!... Please...

Escrito no vento...

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Se quiserem que algo se faça, encarreguem disso uma pessoa acupada”.
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Provérbio chinês

14 abril 2013

Um aviso...

... no Editorial do Público
hoje, domingo, 14 04 2013

(Apenas um pequeno excerto.)
(...)
Ainda que em Portugal a existência de um Governo com maioria afaste um cenário de bloqueio, ainda que a partilha da UE afaste para já o golpismo, os sinais para o futuro estão longe de ser promissores. As tensões no seio dos partidos que sustentam o Governo e o abandono por parte do PS do acordo sobre o ajustamento ameaçam tornar as próximas legislativas num jogo de resultado incerto. Os episódios das últimas eleições em Itália ou na Grécia podem repetir-se em Portugal.E na Espanha.
A exclusividade do discurso económico sobre a crise tem de começar a ser matizada pelos seus impactes nas democracias. Se as democracias são incapazes de responder às expectativas dos cidadãos, a sua legitimidade vai-se. Como a política tem horror ao vazio, sabe-se o que vem a seguir.
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Para meditar um pouco...

As Bonecas de Don Flowers

Humor antigo
com o traço de
Don Flowers
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- Porque é que você quer o número do telefone da minha casa?! Eu estou aqui!!...

13 abril 2013

13 de Abril...

... comemora-se hoje o dia do Beijo.
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Em 13 de Abril de 1956 passei a tarde na Pastelaria Versailles...

Estou em falta...

...porque não agradeci, na altura devida, a oferta deste livro que a autora , Maria da Conceição Rocha, teve a amabilidade de me enviar.
"Raízes da Beira Baixa" é um livro cheio de interesse que relata costumes e vivências de uma população que viveu fechada durante tempos infindos, perdida nos confins de uma serra agreste e de um isolamento muito duro de vencer...
Diz a autora que "o local onde nascemos e crescemos marca qualquer um de nós não só pelo facto de lá termos nascido, mas porque foi nele que nos formámos e é nele que encontramos as nossas raízes que caracterizam e enriquecem cada um..."
..."o passado cultural é determinante para o colectivo da sociedade onde está inserido, é de somenos importância a dimensão populacional do local. Pelo que, acreditamos que o contar e o reviver um passado cultural mantem viva a memória desse povo, permite reorganizar e melhorar o presente, e reforçar laços preservando uma identidade que cada um transporta de modo a que a memória nunca se apague."

 Maria da Conceição Rocha
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Maria do Carmo Rocha nasceu em 6 de Dezembro de 1949, no local da Póvoa da Ribeira situado num vale formado entre a serra do Mouradal, pertencente ao Concelho de Oleiros e Distrito de Castelo Branco
Ali cresceu e passou a adolescência com experiências vividas que marcaram para sempre o seu percurso de vida.
Saíu da aldeia para seguir enfermagem. Grande parte do seu percurso profissional foi feito no local onde as pessoas vivem e trabalham isto é na comunidade, motivo pelo qual sempre lidou com histórias de vida, usos e costumes que são determinantes na saúde e sobre os quais aprofundou conhecimentos e competências.

 "Raízes da Beira Baixa"
Ed. Papiro Editora//2007
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Obrigado pelo presente...
e obrigado pela simpatia,
D.Maria da Conceição Rocha

12 abril 2013

Hora...

...um poema de
Sophia de Mello Breyner
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Sophia de Mello Breyner Andresen

Hora
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.

E de novo caminho para o mar.

11 abril 2013

Mário Brandão...

Recebi, em fins de Janeiro último, um mail que me encheu de esperança pois abria-me o caminho para reencontrar um Amigo que não via há muitos... mas mesmo muitos anos!.
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"Boa Tarde
Sou filha do Tenente Coronel Mário Brandão, e gostei muito de ler a notícia que escreveu sobre o meu pai. O meu e-mail é : xxxxxx @ ooooo.yyy se me quiser responder.
Atentamente
Maria Adelaide  Galhardo Brandão Rodrigues dos Santos"
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Claro que eu quiz responder...

DrªMaria Adelaide Galhardo Brandão Rodrigues dos Santos
Directora da Biblioteca Municipal de Penafiel

Olá, D.Maria Adelaide
Com toda a certeza, não faz a mais pequena ideia da emoção que senti ao ler as palavras que ontem me enviou…
Fui Amigo de seu pai, o Mário Brandão, com quem convivi de perto, durante dois anos, na JUC da rua da Cedofeita.
A vida desandou para todos nós, naquela época de 1956/58, cada um tomou o seu rumo e o certo é que nunca mais tive notícias dele, nem do seu tio José da Paz desde essa altura…
E já lá vão 55 anos.
Há dois ou três anos, encontrando aqui em Setúbal um antigo aluno meu que esteve muito tempo radicado em Macau, ouvi-o mencionar o nome de um médico que ali tinha conhecido.
Esse médico tinha o “estranho” nome de José da Paz… um nome muito pouco comum.
E logo me lembrei do nome do seu tio… Como o mundo continua a ser muito pequeno, a conversa continuou e veio a terminar com a certeza, da minha parte, que eu e esse meu antigo aluno estávamos falando da mesma pessoa.
Creio que foi esse antigo aluno que me deu a notícia de ter já falecido esse médico que ele tinha conhecido em Macau…
Foi o seu primo José, a quem me dirigi por e-mail, que me confirmou uns dias mais tarde que, na verdade, se tratava de seu pai.
Nessa mesma “comunicação” ele fez o favor de me convidar para assistir ao lançamento do livro onde narra a história vivida pelo Zé da Paz, em Moçambique… o Anjo Branco.
A ideia de poder rever, nessa altura, o Mário Brandão levou-me a não faltar ao encontro marcado na Sociedade de Geografia de Lisboa. Não tive sorte… O seu Pai não pode estar presente.
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Gostaria de poder contactar com ele e recordar esses tempos antigos de tão boa memória…
Gostaria de saber como ele é agora, ao fim destes anos todos… A imagem com que fiquei dele é a de um jovem de vinte e poucos anos. Neste momento, creio que bem poderíamos passar um pelo outro sem que nos conhecêssemos… Mas o Mário Brandão que ficou na minha mente é o Mário Brandão de Penafiel que tinha vinte anos e esbanjava a boa disposição que “fabricava” constantemente. Algumas das suas “ideias” mirabolantes resultavam em boas gargalhadas e ainda hoje as lembramos quando calha recordar, com meu irmão Olímpio, esses bons velhos tempos no lar da JUC, da Cedofeita.
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Fico à espera de um contacto com ele e fico-lhe muito grato, a si, pela ideia de me ter enviado esta mensagem recordando um bom Amigo que tive no Porto
Com a maior consideração
jjmatos
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Ia decorrido metade do mês de Fevereiro recebi um novo contacto que, desta vez me desesperou...
"Procedo ao envio de uma notícia que saiu nos Jornais locais, relativa ao falecimento do meu pai."
 
O Mário Brandão da JUC
numa foto de há poucos anos
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 Esta foto ilustrava a notícia da sua morte num jornal de Penafiel.

"Faleceu em Penafiel no passado dia 3 de Fevereiro de 2012, com 74 anos de idade, o Tenente-coronel Mário Alfredo Brandão Rodrigues dos Santos.
Uma das maiores dores, é a separação de pessoas de valor que naturalmente admiramos, e é humano sofrer com essa morte física quando nos tiram alguém com dedicação à vida por uma causa justa..."
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Conformado com a notícia entrei em contacto com a filha do Mário Brandão enviando-lhe uma pequena mensagem onde lhe expressava o meu sentimento:
"Fiquei pesaroso quando soube que o encontro com o seu Pai já não pode ser "cá em baixo"... Dei comigo a chorar quando li a notícia que me enviou... Mais uma figura boa que se cruzou com a minha juventude partia, sem me dar hipótese alguma de voltar a vê-lo, de dar-lhe um abraço, de recordar com ele dois belos anos que passámos naquele casarão da rua da Cedofeita." 
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Duas fotografias que aqui reproduzi em 17 de Dezembro de 2010, ao recordar as instalações do Lar da JUC, estiveram na raíz desta aproximação. Creio que já depois da morte do Pai, a DrªMaria Adelaide foi dar com uma fotografia antiga em que este estava acompanhado por dois colegas e amigos que com ele se davam mais de perto: eram os seus companheiros de quarto, Olímpio e João José Matos.
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O Olímpio, o Mário e o jjosé 
na nesga de telhado que servia de "parapeito"
à janela do quarto que ocupavam, no último piso
do velho edifício da rua da Cedofeita

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Um recanto de estudo com as secretárias.
A "papelada" colada na parede era obra do Mário Brandão... desenhos orientados das mais diversas maneiras e, até, de cabeça para baixo! Também havia desenhos daqueles, colados no teto!!...
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Na parede oposta a esta, naquela onde as cabeceiras das camas se encostavam, havia uma imensidade de "campas" de mosquitos... Com frequência tínhamos a companhia destes "dípteros" inqualificáveis que não se limitavam a "chuparem-nos" o sangue, mas faziam também aquele zumbido "infernal" que não nos deixava entrar no sono.
Era então que o Mário Brandão começava a "refilar". Acendia a luz, pedia ajuda aos parceiros que também não dormiam com "aquela música"  e eis-nos todos, de travesseiro na mão (ou qualquer "arma" mais apropriada. como um qualquer sapato que estivesse ali à mão ou mesmo as sebentas, que até podiam ser de Álgebra ou de Zoologia Sistemática...).
A caçada só terminava quando não se ouvisse o mais pequeno zumbido! E a parede por cima das nossas cabeças... ficava cheia de "cadáveres" ensanguentados!
Uma parede branca manchada com o sangue "fresco" que aqueles "pequenos Vampiros" nos tinham sugado momentos antes.
Depois, o Mário ia buscar a caneta e fazia um círculo à volta de cada mosquito "abatido"... Junto ao círculo desenhava uma cruz e por baixo da cruz escrevia quase sempre uma efeméride... Mosquito abatido no dia tal às tantas horas! Havia ordem para que as irmãs que tratavam da arrumação do Lar não limpassem aquele campo de batalha e, ao fim de alguns tempos, eram às dezenas as "campas" que preenchiam a parede junto à qual ali dormíamos...
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Não havia "cão nem gato" que visitasse o lar da JUC que não fosse levado ao nosso quarto para se rir com as anedotas espalhadas pelas paredes e pelo teto e para ver o "vasto cemitério" dos mosquitos.

Dezembro de 1965 - Em Macau

Em 1958, o Mario Brandão já tinha a mesma figura e
é assim que recordo o Amigo, que nos deixou há um ano.
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Está descansado, Mário Brandão, que eu não vou dar com a lingua nos dentes sobre as caçadas aos ratos pequeninos que visitavam o nosso quarto, deslocando-se ao longo dos roda-pés, nem das latas vazias de Ovomaltine onde os fazias cair sem esperança de retorno... E muito menos vou referir o que lhes sucedia após o "julgamento".
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Tenho pena de não ter fixado em fotografia alguns destes episódios que a memória me recorda! Ainda não havia máquinas digitais e a minha Kodak utilizava rolos só com oito fotografias. E eram caros...
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Vai comprido este texto e há ainda muitas coisas para recordar. Vou terminar aqui, mas com a promessa de voltar ao mesmo tema dentro de algum tempo... Não vou esquecer!

09 abril 2013

São quadras, meu bem!... São quadras...

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Graças a certo percalço
conseguiste, enfim, marido.
Como vês, um passo em falso
nem sempre é passo perdido.
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in. "Antologia de poetas + ou - da Corda"

08 abril 2013

Sofre de delírio...

É João César das Neves quem o diz,
mas...nós já sabíamos!!...

Sócrates "mente descaradamente ou sofre de delírio"
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O economista João César das Neves classifica o regresso de José Sócrates como um feito do “mais alto nível mundial”
Num artigo de opinião do Diário de Notícias, o professor universitário admite que “não é claro” se o socialista “mente descaradamente ou acredita mesmo na fábula, sofrendo de delírio”.
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Prof.Dr.João César das Neves
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O regresso de José Sócrates é um espantoso feito de técnica política, do mais alto nível mundial”, avalia César das Neves. Para o economista, o antigo primeiro-ministro distingue-se dos demais políticos pela “total ausência de escrúpulos”. “Não existe a menor contemplação pela realidade dos factos”, indica, acrescentando que “existe apenas um projecto de poder, e tudo lhe é sacrificado”.
César das Neves também acusa Sócrates de sacudir a culpa da situação actual para a crise internacional e para “um terrível bando de malfeitores”, no qual o antigo primeiro-ministro inclui, na opinião do professor universitário, o Governo de Passos Coelho, os bancos, a União Europeia e o FMI.  
“Não é claro se mente descaradamente ou acredita mesmo na fábula, sofrendo de delírio”, afirma César das Neves, sublinhando que o antigo líder socialista consegue sair de uma posição que seria desesperada para qualquer outro”. Sócrates não é “imoral, mas completamente amoral”, acrescenta o economista.
César das Neves acusa Sócrates de se apresentar como “totalmente inocente dos males que afligem o País. Foi primeiro-ministro durante mais de seis anos mas é inimputável pelo desastre que deflagrou nos últimos meses do seu mandato”.
(...)
“Veremos até que ponto a raiva pelos sacrifícios, junto com o ilusionismo, conseguirão fazer que o grande beneficiário da crise venha a ser aquele que indiscutivelmente foi o seu principal responsável. Isso seria uma obra de arte incomparável”, remata César das Neves no artigo do Diário de Notícias que, ironicamente, intitulou de ‘O Inocente’.

Morreu a Dama de Ferro...

A antiga primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, morreu nesta segunda-feira, aos 87 anos, em resultado de um acidente vascular cerebral.
A revista Time considerou-a uma das cem figuras mais influentes do século XX e poucos britânicos discordarão da sua presença na selectiva lista, mesmo os mais atingidos pela cura de austeridade que a “dama de ferro” aplicou como remédio ao declínio económico do Reino Unido.

Margaret Thatcher

Mulher de convicções fortes, impôs a sua “revolução conservadora” ao país, criando uma era a quem emprestou o nome.
Margaret Thatcher foi a primeira (e única) primeira-ministra da velha Albion, quando a presença de mulheres no cargo era ainda um facto estranho – só não foi pioneira porque antes dela houve “gigantes” como Indira Ghandi e Golda Meir.
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cfr. "Público on-line"

Escrito no vento...

“A solidão é o preço que temos de pagar por termos nascido neste período moderno, tão cheio de liberdade, de independência e do nosso próprio egoísmo”.
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Soseki Natsume 
escritor japonês 
1867/1916

07 abril 2013

Os raios do Palácio Ratton...

Na sua coluna de "Opinião"
de Domingo, dia 07 04 2013
a que deu o título "No escuro"
Vasco Pulido Valente
escreveu sobre "o desconhecido"...
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Vasco Pulido Valente

“No escuro”
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Só um louco furioso pode pretender legislar a igualdade. Infelizmente, os deputados de 1975 eram um bando de loucos furiosos, que não hesitaram em fazer isso mesmo; e, como se vê, ainda hoje há passagens na Constituição que permitem argumentar e decidir em nome da igualdade. Nenhum dos senhores juízes do TC sabe com certeza uma palavra de filosofia ou de história, caso contrário teriam recusado aplicar um princípio que em dezenas de ocasiões (nomeadamente na revolução francesa e na revolução russa) produziu matanças sem conta e uma crueldade sem justificação e sem desculpa.. Mas não recusaram: o problema que afligiu quase todo o pensamento político do século XVIII pareceu a esse nobre colégio que nos tutela da mais meridiana simplicidade e em três meses dividiram o bolo pelos pobres, na maior tranquilidade de espírito.
O pior ainda é que nós não os conhecemos. Esta semana, num programa qualquer de televisão, o jornalista da casa perguntou ao grupo de comentadores (quatro ou cinco) se por acaso conhecia o sr. dr. Joaquim Sousa Ribeiro. Com um ar de perplexidade, o grupo confessou que nunca ouvira falar de semelhante pessoa. O sr. Joaquim Sousa Ribeiro, como o país foi anteontem informado, preside ao Tribunal Constitucional. A penumbra em que o tribunal vive abrange os seus treze membros, escolhidos pela Assembleia da República por indicação do PS ou do PSD ou pura e simplesmente por cooptação. Podem ser incomparáveis juristas, mediocridades sem remédio ou caciques políticos. O que não impede o estado e através dele o país se entreguem sem uma pergunta aos seus cuidados.
De resto, a culpa não é deles… A maneira normal de escolher treze pessoas com tanto poder deveria assentar na…
(…)
…o exame dos putativos juízes do TC ficaria facilitado. Mas, como de costume, não existe ou está escondida em revistas da especialidade. Por isso é que Portugal acabou sujeito às trevas do Palácio Ratton e aos raios com que, de quando em quando, nos resolvem fulminar.”

Que estranho...

... esta mensagem de Ramos-Horta ter surgido hoje!...
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"Militar guineense foi preso em alto mar por dois agentes americanos
que se fizeram passar por traficantes de droga."
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No "Público" desta manhã,
dia 07 Abril 2013
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Bubo Na Tchuto já compareceu perante um juiz num tribunal de Nova Iorque.

O almirante Bubo Na Tchuto
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De Bissau, chegou a mensagem de José Ramos-Horta, representante especial do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, em declarações aos jornalistas, citadas pela agência Lusa:
Espero que [esta detenção] leve a classe política guineense e os militares a reflectirem: como é que se chegou a esta situação em que um veterano, um combatente, caiu tão baixo e acaba por ser preso no alto mar e levado para uma prisão estrangeira?”, disse Ramos-Horta.
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Curioso...

A criatura...

Um artigo de “Opinião”
A que VPV deu o título
“Como se fez Relvas”
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Vasco Pulido Valente

Apenas uns excertos…
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“Em princípio, não se percebe porque razão um político adulto, já na meia-idade, se resolve condecorar com uma licenciatura, presumivelmente para ser ministro.
Nada na Constituição impede que um indivíduo com o 9ºano de escolaridade ou mesmo sem escolaridade nenhuma possa ser ministro (embora saber ler e escrever talvez lhe facilite as coisas).A obsessão com a licenciatura é tipicamente portuguesa. Num país, coitado, que até há pouco tempo tinha 70 por cento de analfabetos, alguma intimidade com as letras elevava o cidadão comum ao cume da eminência intelectual. E, apesar dos progressos do último século, o preconceito persistiu na cultura indígena. O “dr.” (ou eng. ou arq,) à frente do nome afirma o direito do maior burro ou, mais frequentemente, do maior ignorante a mandar no próximo e a receber a devida consideração dos povos.
Miguel Relvas (e também José Sócrates) não resistiram à “vergonha” de se apresentar como na verdade eram e foram a correr arranjar um título “respeitável”, de que não precisavam, para se mostrar aos portugueses.
(…)
Um “curso” não é a mera aquisição de conhecimentos (ou, se preferem, de “saberes”), é uma educação regrada e progressiva, que inevitavelmente leva muito tempo e custa muito esforço. Trocar isso por um ornamento social não faz qualquer espécie de sentido.
(…)
Na sua declaração final Relvas lembrou o período em que trabalhara na eleição de Passos Coelho: primeiro para Presidente do partido e, a seguir, para primeiro-ministro. Esse, sim, é o verdadeiro Relvas e um certificado duvidoso não mudou, nem mudará a criatura.

São quadras, meu bem... são quadras!...

És tal qual uma gatinha,
cheia de mimo incontido:
passam-te a mão pela espinha
- deitas-te logo ao comprido.
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in. "Antologia + ou - da corda"

06 abril 2013

Escrito no vento...

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Trabalha como se necessitasses de dinheiro, ama como se nunca te tivessem ferido e dança como se ninguém te estivesse a olhar.”
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Eça de Queiroz

05 abril 2013

Fotografias de Castelo Branco...

O "Palacete dos Abrunhosas", na rua de S.Sebastião.
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Foi aqui que viveu Francisco Tavares Proença Júnior, o patrono do Museu de Castelo Branco