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26 julho 2009

Quem morava em Castelo Branco...

Rua João Carlos d’Abrunhosa
Antiga rua da Ferradura
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Tenho uma simpatia enorme por esta rua. Nela vivi quinze anos, aqueles que vão desde 1945, quando entrei no Liceu, até 1960 quando os meus Pais resolveram mudar para uma casa mais ampla e com outras condições. Coincidiu também com o início da minha carreira em Setúbal…
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Assisti às grandes transformações que ali se operaram, em finais dos anos quarenta, desde a construção do solar da D. Alda de Sousa até à abertura da rua da Páqueixada (rua de El Rei D.Diniz) que passou a ligá-la ao Passeio e à zona dos Cafés sem sermos “obrigados” a entrar na “tasca dos notários” para depois atravessarmos umas quelhas imundas que nos deixavam ao pé da Casa Vilela e onde existiam as mal-cheirosas “retretes da Capela” (?).
Uma placa toponímica actual, no cunhal da casa que foi
residência da família do Dr.Alberto Trindade.

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A rua João Carlos de Abrunhosa começa (de Sul para Norte) junto às traseiras do antigo Mercado (espaço hoje ocupado pelo edifício do Tribunal), ou seja, na rua Mousinho Magro e termina na rua do Pina, junto da Torre do Relógio.
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nº1 – r/c
Voltados para Norte, com a Torre do Relógio ao fundo, deparávamos à nossa esquerda com a casa do Sr. Sá, velho comerciante que era também o agente do jornal “Século”, em Castelo Branco.

Esta foto obtida em 15.03.2001, mostra a porta principal do estabelecimento do Sr, Sá e o 1ºandar onde a família residia

nº1 – 1º andar
Era a residência da família Sá, constituída pela esposa e uma filha que veio a casar com o Sr. Vasco de Sá o qual, se bem me lembro, continuou a gerir a loja do sogro e foi sócio e director do Clube de Castelo Branco


A Torre do Relógio vista a partir do início da rua.

nº2 – r/c
Em frente do Sr. Sá, ficava a loja “Casa Africana” com artigos de vestuário, de Homem e Senhora, de alto nível e preços a condizer…

A rua João Carlos d’Abrunhosa em 1946/47(?)
Construção do Solar da D.Alda de Sousa e abertura da rua da Pàqueixada.
No 1ºplano, à direita, a residência do Dr. Alberto Trindade com a Casa Africana no rés-do-chão.

nº4 – 1º e 2º andares
Aqui morou durante bastantes anos, o médico cirurgião e político, Dr. Alberto Trindade e sua esposa Dr.ª Maria Cândida Trindade, médica também, com os filhos Teresinha Trindade e Tó Trindade, um pouco mais novo que a irmã.

O Dr.Alberto Trindade e DrªCândida, no dia da inauguração da sua Casa de Saúde. À esquerda, o Secretário de Estado e o Sr. Paiva Morão.

A Teresinha Trindade em férias na Figueira da Foz (22.08.1952)
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A Teresa Trindade no Livro de Curso do Liceu.(1955/56)

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nº6 – r/c
Era a “Tasca dos Cachopos”. Penso não estar errado se afirmar que foram os descendentes” dos proprietários deste estabelecimento que abriram, muitos anos mais tarde, o actual “Restaurante Zé dos Cachopos” que tão bem serve os “interesses gastronómicos” da Cidade.

Se bem me recordo, a porta à direita já pertencia à “tasca do Cachopos” e no r/chão, a seguir, era a oficina do latoeiro Senhor Serrasqueiro.
Por cima desta última vivia a família do Sr.João Carqueja, o senhorio do meu Pai, com a esposa, o cunhado Manuel e o filho Francisco. O nosso particular amigo Chico Carqueja, estudava em Coimbra por essa altura, mas é ele que ainda vive actualmente nesta casa.

nº7 – r/c
Quase em frente aos “Cachopos” havia uma barbearia que possuía já um rádio!... Era ali, à sua porta, que às 20h se juntava um magote de homens preocupados e atentos, desejosos de ouvir as notícias da guerra na Europa que se aproximava do fim… As “lutas” entre anglófilos e germanófilos começavam a inclinar-se para os primeiros…

nº10 – r/c
Se bem me recordo funcionava ali uma “oficina de latoaria” cujo proprietário era o Sr. Serrasqueiro, que era pai do Jornalista da Reconquista que conheço desde essa altura. Também o Sr. Serrasqueiro tinha uma boa freguesia de miúdos que adoravam vê-lo trabalhar com desenvoltura, aquelas chapas de lata de onde surgiam aos poucos belas bilhas para azeite, funis de vários tamanhos, tachos, panelas e os mais variados objectos da sua arte…

José Mendes Serrasqueiro era o filho do latoeiro artista que referimos há pouco e fazia parte do grupo de miudos que por ali brincava. Reside actualmente em Vila Velha de Ródão, é jornalista correspondente da Reconquista e aparece aqui conversando com o então Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Dr.José Moura Nunes da Cruz e com o Eng. Olímpio Matos (foto em 03.06.2006)

nº10 – 1º e 2º andar
Vivia a família Carqueja com o “patriarca” João, a mulher e o filho Francisco, nessa altura estudante já fora de Castelo Branco. Havia ainda o cunhado Manuel que o ajudava nas lides da loja “A Competidora”, no outro lado da rua…

nº15 – 17 - r/c Aqui se
situava a tasca do Sr. Joaquim Carloto, mas nós, miúdos, chamámos-lhe a “taberna do Amândio”, um amigo da nossa idade que era neto (?) do proprietário. No 1ºandar deste prédio, com entrada pela travessa da Ferradura, viviam todos os familiares ligados ao estabelecimento, nomeadamente o Valdemar (primo do Amândio) e sua irmã, a Maria Amândia Rodrigues Lourenço, nossa colega mais nova (Sétimo ano em 1955/56) como aluna do Liceu.
Ainda lá conheci, em 1945/46, como hospedes, o meu colega na turma D, do 1ºano, Jorge Araújo e a irmã, antes de terem partido para Angola.
O Amândio era um rapaz muito gago que batia com o pé no chão à medida que tentava proferir as palavras… que não saíam tão rápido quanto ele desejava. Esteve depois empregado na Papelaria Semedo, na rua do Relógio (actual rua do Pina) e emigrou para o Brasil onde viveu uma vida inteira… Um bom amigo de infância que não vejo desde essa época.
Hoje o tasco está transformado em Sapataria e, no 1ºandar, onde eles viviam todos, existe agora um escritório (de advogado?).
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O "larguinho" da rua da Ferradura onde se podia jogar à bola
e jogar ao "berlinde" sem o estorvo do estacionamento...
Naquela altura quem é que tinha automóveis?!...
Era aqui a "tasca do Joaquim Carloto"... agora uma sapataria


.. A Maria Amândia, irmã do Valdemar

O Jorge Araújo, o António Garcia Ribeiro e o Valdemar
numa fotografia recente (Romagem em 27.05.2005)

nº18 – r/c e 1ºandar
É o Solar da Dona Alda de Sousa que foi casada com o Dr. Osório Vaz, advogado com banca em Viseu, antigo cantador de baladas de Coimbra e que chegou a ser Governador Civil de Lisboa nos últimos tempos de Salazar.
Assisti a toda a construção desta moradia que foi iniciada alguns anos depois de 1945.

Solar da D.Alda de Sousa e do marido Dr.António Osório Vaz, um magistrado que chegou a ser Governador Civil de Lisboa. Quando jovem estudante foi uma das mais famosas vozes que cantaram em Coimbra.

Caricatura de António Osório Vaz, no Livro da
“Queima das Fitas dos Quartanistas da Faculdade de Direito”
de Coimbra – 1934/35

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Nesta foto de 15.03.2001, vemos os prédios com os números
19, 25, 31 e 37

nº19 – 1ºandar
Residência da Família Pardal (irmão do Dr. Ulisses?) com um casal de filhos, uns anos bem mais velhos do que nós.

Nº21-23 – r/c
Loja do Pardal, que se dedicava à venda de produtos vegetais em larga escala e a tudo o que se referisse às lides da agricultura, fossem máquinas agrícolas, fossem adubos necessários ao desenvolvimento das plantas. Creio que eram os agentes da Sapec e vendiam adubos para tudo o que era quinta produtora. Sacos de borda aberta que se mantinham em pé, cheios de vários produtos agrícolas como centeio e milho para vender como rações para animais e até sacos de alfarroba de que nós tanto gostávamos também...
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A residência da família Matos

nº25 – 1º e 2º andares
Era a casa onde vivíamos… Onde vivemos 15 anos.
Os quartos de dormir eram no 1ºandar onde também aqui havia a sala de espera para que as clientes da modista Maria Mendes de Matos, pudessem aguardar a hora da prova dos vestidos. Era nesta sala, com varanda no 1ºandar, que existiam, pendurados nas paredes, duas fotografias, uma minha e outra do meu irmão, miúdos ainda com menos de um ano, ambos quase em pelota e que davam margem a piadas sacaninhas que fomos ouvindo através dos tempos… (Lembras-te delas, Zezinha?!!!...)

Os meus pais em 1944

Eu e o meu irmão Olímpio em1944 (?)

O Olímpio agora...

... e eu, a soprar na idade, há bem pouco tempo.

No 2ºandar havia uma sala grande onde chegaram a caber umas 15/16 costureiras e aprendizas. Também a cozinha e a sala de jantar ali se situavam. Havia, e há ainda, uma varanda que, naquela altura, albergava uns quantos vasos com flores… Num deles cresceu uma oliveira que o meu Pai nunca quis cortar… Não sei o que foi feito dela mas, o Rafael Gamas ainda hoje me pergunta, a cada vez que está comigo, pela “oliveirinha” da minha varanda!

Era aqui a casa do vizinho Louro alfaiate.
Agora modificada no r/c e com um piso a mais, que então não tinha.

nº31 – 1ºandar
Residência da Família do Sr. Louro, alfaiate. Aqui vivia uma família numerosa pois além do casal Louro, havia dois filhos (os mais velhos?): O Maximiano e o Necas, já homens feitos. As mulheres desta família eram muitas e todas elas simpáticas e cheias de vida. A mais velha, Isaura, aprendeu costura com a minha Mãe, casou uns anos mais tarde e foi residir em Angola com o marida que se dedicava à ourivesaria, A seguir ao 25/4 regressaram à pressa, via Brasil, tendo mais tarde montado uma ourivesaria na baixa lisboeta, na rua De Santa Justa;
A Maria da Conceição e a Maria do Céu casaram em Castelo Branco e por lá se mantêm ainda; já das mais novas, a Alda e a Maria Alice, perdi o rasto por completo, muito embora saiba que esta última se licenciou e exerce em Lisboa (?).

nº33 – r/c
Era aqui, no rés-do-chão do prédio que o Sr. Louro tinha a alfaiataria. Como funcionárias ajudantes passaram por esta casa todos os filhos e filhas do casal Louro. Por mais ou menos tempo… todos os filhos/as ali “assinaram o ponto”.
Este edifício onde moraram os Louros tinha, naquela época, apenas o rés-do-chão e o 1ºandar. O actual 2º andar é já uma “modernice” mais tardia…

A casa das Senhoras Trigueiros

nº37 – 1º e 2º andar
Nesta casa moravam as “Senhoras Trigueiros”, mulheres já com alguma idade que eram Filhas do Senhor Capitão Trigueiros, uma velha glória da Grande Guerra em França. Ainda o conheci mas já com bastante idade. Uma das suas três filhas, a D.Maria José, era cega e dava em casa, lições de piano. Muito dadas à Igreja, onde tocavam e cantavam nas cerimónias, após a morte do Velho Capitão, passaram a alugar quartos a jovens estudantes do nosso Liceu. Lembro alguns deles, como o Adrião Baleiras, o Martinho de Cardigos, o José da Cunha Simões que mais tarde apareceu como Deputado, na Assembleia da República, a defender as cores do CDS e um quarto, estudante de Vila Velha de Ródão, filho do Dr. Pinto Cardoso que foi médico (?) e Presidente da Câmara daquele Município, o António Morgado Pinto Cardoso que foi DElegado do Instituto Nacional do Trabalho e é um advogado ilustre que vive em Setúbal há já muitos anos.

O Cunha Simões à direita, em Julho de 1978

nº39 – r/c
Recém transferida da rua Mousinho Magro, já naquela época existia a Livraria Nogueira que se encontra instalada no rés-do-chão do prédio das Senhoras Trigueiros. Há pouco mais de uma semana li na Reconquista a notícia do falecimento, no dia 4 de Julho, do sr.António Baptista Nogueira que foi o fundador e proprietário da Livraria.

Vamos fazer agora uma pequena "pausa" para introduzir aqui alguns residentes da Travessa da Ferradura, ali mesmo ao nosso lado...

A Travessa da Ferradura e a casa do Rafael...

Apenas com três edifícios de cada lado, só referencio a casa do Sr.Capitão Gamas, o pai de um grupo de seis irmãos, todos eles estudando no Liceu: O Carlos, o Armando, o Toni, a Maria Guilhermina, o João José e o Rafael, do mais velho para o mais novo.

O mais velho era o Carlos, ligado às artes e à arquitectura; o Armando é licenciado em Medicina por Coimbra e exerceu a sua profissão na Suiça onde vive há décadas;

O Armando Gamas, em 03.05.1996, na companhia do
José Roseiro Duarte, do professor Matos e do Carlos Robalo.
O Armando é o 3ª a contar da esquerda
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depois, o António Maria, regente agrícola e já falecido; pela ordem, aparece agora a Maria Guilhermina, professora do ensino secundário em Castelo Branco;

A Maria Guilhermina Azevedo Gamas
no livro de Curso do Liceu Nun'Álvares, de 1953/54

o João José que viveu sempre com o tio e padrinho Sr.Martinho Gama para quem trabalhava na loja que tinha na baixa ao lado do Café Lusitânia;
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e o mais novo, o Rafael, que nos acompanhava sempre no Verão, nos tão saudosos acampamentos de Alpedrinha, que fazíamos na Quinta do Dr. Sá Pereira. Fez parte de uma célebre equipa de hoquei em patins de Castelo Branco que se mostrava nos festivais de Alpedrinha e na qual alinhavam também o Luis Grilo, o Zé Galvão, o Porfírio Lima, o Jaime Caio, o Júlio Geirinhas, o António Alberto Grilo e mais uns quantos...

O Rafael actual vive em Setúbal.
Continuamos a ser vizinhos, como sempre fomos em Castelo Branco

. Eu e o Rafael... 60 anos depois!

nº27 – 29 – r/c
Loja de fazendas e artigos de vestuário, muito bem situada naquela época por ter ali perto dois ateliers que utilizavam os seus produtos: a modista Matos e o alfaiate Louro no prédio logo a seguir. Entretelas, tecido para chumaços, botões e molas, cetins e outros tecidos para forros, tudo era ali comprado por estarem mesmo à mão de semear… Claro que também vendia peças de fazenda ao metro de que tinha grando sortido. Esta loja, do sr.João Carqueja, tinha o nome de "A Competidora".

nº30 – r/c
Após a abertura da rua da Páqueixada, construiu-se ali, mesmo ao lado da casa do Sr. Martinho Gama e da tasca dos Notários, um edifício moderno fazendo esquina com aquela nova rua.
No piso inferior, o Sr. Adelino Semedo abriu o seu novo estabelecimento de Livraria e Tipografia.

nº32 – 1º e 2ºandar
A Família Semedo passou a viver nos dois pisos superiores à papelaria com a esposa e os filhos Nuno, Cristiano e Teresa Semedo.

A Teresa Semedo, no Livro de Curso de 1955-56

Nº34 – r/c e 1ºandar
Numa casa bem pequena com persianas azuis, entalada ente o edifício da Papelaria Semedo e os Notários, vivia nessa época, o Sr. Martinho Gama, comerciante de certa importância com estabelecimento de fazendas ao lado do Café Lusitânia. Viviam com ele a esposa e um sobrinho afilhado, o João José de Azevedo Gamas, que era filho do “velho” Capitão Gamas.

Nº36 – r/c
Era a tasca dos Notários, assim chamada tão somente porque no primeiro andar funcionava a Secretaria Notarial

nº38 – 1ºandar
Aqui funcionava a Secretaria Notarial onde, por essa altura, pontificava o notário Dr. Romão, o avô do meu colega de turma João Romão Esteves, também rle notário em Ponte de Sor uns anos mais tarde. Como ajudante de notário sobressaía já o Sr. Domingos (?) Naré (rapaz novo ainda) que tinha duas particularidades importantes: uma, era um benfiquista impenitente e a outra era a sua capacidade de escrever à máquina de uma maneira de tal modo impressionante que conseguia dactilografar qualquer tipo ofício, ao mesmo tempo que mantinha uma conversa normal com qualquer pessoa que estivesse ao balcão… nem que fosse para defender uma crítica ao Benfica do seu coração, numa 2ªfeira a seguir a um jogo controverso com os mais directos rivais. Era um espanto! De tal modo que, por vezes, alguns de nós, ali da rua, subíamos àquele 1ºandar, só para lhe apreciarmos esta sua “habilidade”… escrever à máquina e conversar ao mesmo tempo!!
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Voltemos ao outro lado da rua para falar dos prédios recentemente construídos, por altura da abertura da Rua da Páqueixada: os prédios em que moraram a família Lino e a família Semedo Barata.
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nº22 – r/c
Se bem me recordo, a drogaria Lino começou a funcionar no rés-do-chão
deste prédio; só mais tarde passou a ocupar os baixos do edifício do lado da rua do Rei D. Diniz.

nº20 – 1º e 2º andar
Morava o comerciante Sr. Lino, dono da Drogaria Lino com a mulher e o filho, Francisco Pereira Martins Lino que frequentou a turma C do 1ºano do Liceu, em 1945/46, ainda no Paço Episcopal

nº 43 - 1º andar
Residia neste andar a família de um senhor (Duarte?) que foi proprietário de uma loja muito conhecida, situada na esquina do Largo do Rei D. José com a rua J. A. Morão e que dava pelo nome “Leão das Loiças”. Neste mesmo prédio, mas no

nº43 – 2ºandar
Viveu durante algum tempo o Sr. Gama, proprietário de uma “pequena” empresa de camionetas de transporte que tinha um filho de cinco ou seis anos frequentando o Jardim Escola numa altura em que por ali andaram o Eduardo Grilo e o Jorge Moura Pinheiro.
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nº50 – r/c e 1ºandar
É o solar da família Ulisses Pardal. Um casarão enorme onde decorreram, muitos anos mais tarde, as filmagens da peça “O passado e o presente”, de Manuel de Oliveira, baseado exactamente na obra, com o mesmo nome, do actual residente Vicente José Pardal, literariamente conhecido por Vicente Sanches.

Residência do Dr.Ulisses Pardal

Nesta casa Senhorial viviam o Dr. Ulisses Pardal com a esposa e os filhos Vicente José, Carlos José e Maria da Graça

O Dr.Ulisses Pardal, ao centro, numa foto
obtida no dia 4 de Junho de 1988

Vicente José Sanches Vaz Pardal, que foi professor de Filosofia
no Liceu de Castelo Branco, reside ainda nesta casa.

nº51 – r/c
Era aqui a oficina de sapateiro do “velho” Sr. Lobo(?) que foi avô do Ernesto Pinto Lobo e onde este nosso saudoso amigo, com os seus cinco ou seis anos, vinha por vezes brincar.

No rés-do-chão do edifício que se vê no topo da rua da Pàqueixada
existia o oficina de sapataria do avô do Ernesto Pinto Lobo

nº55 – r/c
Era aqui a barbearia o Sr. José Bernardo, um “rapaz” que, nas horas vagas fazia parte de uma orquestra de música de baile na qual, com o seu acordeão, fazia as delícias da juventude de então, nos bailes de Carnaval que o cinema Vaz Preto levava a efeito, ou mesmo nos bailes do Hotel de Turismo, do Clube de Castelo Branco ou da Assembleia… Belos tempos!... Lembro vagamente que para se entrar na porta da barbearia tínhamos de subir um pouco o afloramento de um pequeno maciço granítico que ali existia e sobre o qual se desenvolvia o rés-do-chão daquele prédio. Era ali que ouvíamos, de vez em quando, os ensaios do acordeão do Zé Bernardo...

nº53 – 1ºandar
Creio que era neste prédio (ou seria no nº55 - 1º?) que vivia um senhor, militar ligado ao Quartel de Caçadores, o sargento Fabião.
Num destes dois últimos prédios viveu também um rapaz, bem mais velho do que nós, muito sossegado e metido consigo próprio, que era um exímio executante de violino. Embora tenha dele uma ideia clara da sua cara e da sua figura, não consigo lembrar-me do nome que tinha.
Lá mais adiante, a fechar a rua junto do Relógio, vivia num primeiro andar, a médica albicastrense, Dr.ª Clotilde Castanheira, falecida há puco tempo. (não sei o nº da porta, e até penso que não tinha porta para esta rua mas sim para a rua do Relógio)

25 julho 2009

Memória recente...

25 10 2008

Maria de Lurdes Macedo

Nuvem fria...

Despedida…
Nuvem fria
Envolve o teu coração
Não chores!
Esconde o pranto
Lança a tristeza num canto
Que o teu futuro é risonho
E o teu sonho…
Não o esqueceu o Senhor!
Ele já te deu um Amor
Que encheu o teu coração
E dar-te-á mil venturas
E tudo aquilo que procuras
Bem junto do teu
...........................João

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in Livro de Curso do 5ºAno de Farmácia
Universidade do Porto - Maio de 1958

24 julho 2009

As "Bonecas" de Kiraz...

Humor antigo
com o traço de
Kiraz
- A menina sabe o que sucede quando uma frágil embarcação
encontra um navio corsário no alto-mar?!...

23 julho 2009

Escrito no vento...

"A preocupação é como uma cadeira de baloiço: mantem-nos ocupados mas não nos leva a lugar algum."
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autor desconhecido

22 julho 2009

Escrito no vento...

"A leitura de um bom livro é um diálogo incessante em que o livro fala e a alma responde."
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André Maurois

21 julho 2009

As "estatísticas" da ministra...

Escola decide passar aluno do 8ºano com nove negativas!...
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A lei em vigor não estabelece limite de negativas para anos que não correspondem a fim de ciclo escolar e diz que só em última instância se deve chumbar no básico
Negativa a Língua Portuguesa, a História e a Matemática. Negativa também a Geografia, a Físico-Química, a Educação Visual...

Feitas as contas, o aluno teve nove negativas em 14 "cadeiras".
Tem 15 anos, está no 8.º ano do ensino básico.
E a escola passou-o.
"Não é caso inédito, mas não deixa de ser raro." afirmou o director.
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Cfr. Andreia Sanches
In Público,
21.07.2009
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A Escola passou um aluno com nove negativas e garante que foi a melhor solução

Desta vez não foi a ministra… Os responsáveis, desta vez, foram os professores(?!) que resolveram assim…
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O tempora...O mores!...

National Gallery Washington

Menina que se penteia
Mary Cassatt
1845 – 1926


Menina que se penteia

“Mary Cassatt sempre foi considerada o símbolo do feminismo americano no campo artístico. Era bastante rica para desprezar o dinheiro, bastante dotada para poder realizar as suas ambições e bastante determinada para importar-se com o que não fosse concernente à sua arte. De remota ascendência francesa, deixou a América com tenra idade e, depois de alguns anos nos museus europeus a copiar as obras dos mestres antigos, estabeleceu-se em Paris. Ali entrou na órbita de Degas, e ligou-se intimamente ao impressionismo. A ela, mais do que a qualquer outro artista, se deve o grande êxito do impressionismo francês na América, que não tardou em transformar-se num fluxo contínuo de obras de grande valor, provenientes de França. Esta tela foi a resposta a uma insultuosa afirmação de Degas, que sustentava que nenhuma mulher poderia produzir uma obra de verdadeiro valor artístico. Mary Cassatt, com um modelo humilde, criou um obra-prima. Degas reconheceu o seu erro e comprou o quadro.”

Cfr. Hereward Lester Cooke
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

Um pequeno passo...

21 de Julho de 1969
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quarenta anos atrás o astronauta Neil Armstrong saiu do módulo lunar da Apollo 11 e pisou o solo da Lua.


Neil Armstrong

O mundo inteiro via pela televisão (ainda em preto-e-branco) Neil Armstrong dar os primeiros passos na Lua e fixar a frase que entrou na História:
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"Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade".
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Neil Armstrong e Edwin Aldrin tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar.
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Lembro-me de ter passado a noite inteira "agarrado" à Tv, numa vigília que valeu a pena...
Nos EEUU, era áinda dia 20 de Julho mas em Portugal já estávamos na madrugada do dia 21...

20 julho 2009

As "garotas" de Vilhena...

Humor antigo
com o traço
de Vilhena


- Agora só há floristas em Lisboa!? As joalharias desapareceram!?...

18 julho 2009

Maria Paula Luz

Uma maravilha... aconteceu hoje!

A Paulinha Luz em 1964
3ºAno - Turma E - nº34
"Professor Matos,
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Que surpresa maravilhosa descobrir seu blog de Memória Recente e Antiga .
... rever todas as colegas, algumas há muito esquecidas... uma viagem no tempo!
Que sorriso saudoso e carinho despertou em meus lábios e meu coração... mais ainda quando vi o nome do autor, Professor Matos, de Ciências... grata Professor, por este momento, por seu carinho, por sua arte e por saber que ainda está aí!
Eu dei um salto maior, vivo no Brasil há 26 anos, filhos e netos e saudosa da terrinha.
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Um grande abraço, professor, com muito, muito carinho.
Lembro que sempre gostei do senhor...
maria paula luz"
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Por mais que eu quisesse explicar o que se senti ao ler esta mensagem da Paulinha Luz, eu sei que não conseguiria... Por isso nem tento!...
Apenas posso dizer, por experiência própria, que a velhice nos torna uns "chorões"...
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Nota:
A Paula Luz pertenceu a uma turma do 3ªAno, em 1964/65, onde teve como colegas, entre outras, a Helena Carvalho Fernandes, a Isabel Macieira, a Liliana Belchior, a Manuela Justino Tomé, a Adelaide Paul, a Adelaide Silva Duarte, a Conceição Carqueijeiro, a Helena Pité,a Jerónima Bexiga, a Leonor Bolala, a Lucília Banza, a Manuela Paulinho, a Mercês Araújo Teixeira, a Raquel Merca e a Amélia Apolinário Lopes.
Uma turma que não esquece...

O adeus…

Símbolo perfeito da era Sócrates, a política Maria de Lurdes Rodrigues acaba como a maioria das grandes reformas do primeiro-ministro: incompletas ou em estado vegetativo.
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M L Rodrigues

"Já se pode fazer o testamento político da ministra da Educação. Depois de ter anunciado ontem o prolongamento do Simplex da avaliação, Maria de Lurdes Rodrigues fechou a política do ministério para balanço e (..) vai-se dedicar a mudar algumas coisas para que tudo fique como está até Outubro.
Quem viu e ouviu as suas palavras de coragem há alguns meses, não deixa de estranhar a sua opção por cuidados paliativos, em vez de tentar a ressurreição da sua reforma moribunda, a da avaliação dos professores,
A ministra cumpriu o seu mandato e abdicou de governar. Percebe-se…
(…)
Como muitos críticos prenunciaram nos primeiros dias da reforma da avaliação , nunca seria possível obter o sucesso de um modelo justo e compreensível contra a esmagadora maioria da classe.
Veja-se, a propósito, o que diz o mais recente relatório da OCDE sobre avaliação:
Para uma reforma bem sucedida é necessário o envolvimento e a motivação dos professores
(…)
“Uma avaliação de professores com consequências (…) só acontecerá se os professores se sentirem motivados para fazer o processo funcionar.”
(…)
Símbolo perfeito da era Sócrates, a política Maria de Lurdes Rodrigues acaba como a maioria das grandes reformas do primeiro-ministro: incompletas ou estado vegetativo."
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Cfr.Manuel Carvalho
in "Público"
18.07.2009

Lembram-se disto?...

O Passeio em Castelo Branco, antes de o pintarem de verde...

Foto anterior a 1944 ( cfr. CBA -EPL)

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Em primeiro plano à esquerda, o Coreto tal como o conhecemos desde sempre...
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O Hotel de Turismo domina toda a fotografia.
Um erro trágico, sem classificação, determinou o seu desaparecimento... puro e simples!
Um erro que ainda hoje deve atormentar quem tal decidiu...
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Um pouco à esquerda, no início da antiga "Carreirinha", a casa solarenga do Dr.Franco Frazão, mesmo à esquina da rua Cadetes de Toledo. Hoje existem ali blocos de prédios que pouco nos dizem... É o "progresso" urbanístico que não consegue apagar o "caracter" e o "it" daquela anterior construção que ali foi derrubada...
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Mesmo ao lado, a Caixa Geral de Depósitos ali construida poucos anos antes.
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Na Avenida Nuno Álvares, ainda sem árvores, podemos ver a vivenda do Dr. José Lopes Dias, na qual vivia também o irmão, Dr.Joaquim Lopes Dias", o solteirão impenitente" que também foi nosso professor de Matemática no Liceu de Castelo Branco.

(a foto é anterior a 1944... Não se vêem ali, ainda, as árvores que já tinham copas razoáveis no dia em que o Liceu foi inaugurado, em 3 de Maio de 1946.)

17 julho 2009

Escrito no vento...

"Compreenda a verdade do que lhe falta, escutando o seu coração. Faça a sua escolha com humildade e coragem. Coragem é agir com o coração."
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Benjamin Mandelbaun

16 julho 2009

Pandemia de lucro...

Corre na Net...

Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???
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No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.
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Os noticiários disto nada falam!
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No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarreia
que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 cêntimos.
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Os noticiários disto nada falam!
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Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.
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Os noticiários disto nada falam!
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Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves...
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...os noticiários mundiais inundaram-se de notícias...
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Uma epidemia, a mais perigosa de todas...Uma Pandemia!
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Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
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Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos...25 mortos por ano.
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A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
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Um momento, um momento. Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

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Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.
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A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
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Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.
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Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
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Antes com os frangos e agora com os porcos.
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-Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso...
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-Já não se fala da crise económica nem dos torturados em Guantánamo...
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-Só a gripe porcina, a gripe dos porcos...
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-E eu pergunto-me: se atrás dos frangos havia um "galo"... ¿ atrás dos porcos... não haverá um "grande porco"?
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A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque...
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Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.
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A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
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Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.
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Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação.
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Se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?
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Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução.
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APRENDAM A OLHAR PARA A MÃO DO MÁGICO QUE NÃO MEXE…
AI É QUE VÃO ENCONTRAR A VERDADEIRA VACINA PARA ESTA “PANDEMIA”
PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA "PANDEMIA".
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Obrigado jz
16.07.2009

Escrito no vento...

1953, 10 de Julho
"...esta tarde saíram as notas dos exames.
Encontrámos pouco depois, no Café Avis, o Dr. Almeida Esteves e a Drª Maria Emília Salles Viana.
Foi o primeiro, o "velho Pai Almeida", nosso professor de Matemática, que nos chamou para perguntar:
Então Vocês?...
Lá vamos... com um nove... À tangentezita...” respondemos.
É o que interessa. Vá... vão para casa e estudem as demonstrações de Álgebra e Aritmética Racional, que não há tempo a perder!
Depois olhou para mim, com aquele seu ar bonacheirão e chamou-me “cabulão” e mais uma série de "nomes feios”...

Os resultados da prova escrita de Matemática foram demolidores... foram o “fim do mundo”... Em cerca de 70 alunos que prestaram prova, houve 35 chumbos!!...
(fez agora 56 anos...)

15 julho 2009

Tróia...

Aspecto actual da Ponta do Adôxe

Vista a partir da Albarquel, em 1 de Julho de 2009


14 julho 2009

A coerência da Srª Ministra...

...varia com o tempo!...

Um título a cinco colunas no "Público" de hoje

E ela ainda sorri...

As "Bonecas" de Kiraz...

Humor antigo
com o traço de
Kiraz
- Espero que seja indulgente, querido genro, se vir que a ela lhe
falta um pouco de experiência...

13 julho 2009

National Gallery Washington

Diana de Poitiers
François Clouet
1510 – 1572


Diana de Poitiers

“A dama retratada no banho é tradicionalmente considerada Diana de Poitiers, que conquistou e soube conservar o amor de Francisco I e do filho deste, Henrique. Segundo uma interpretação menos romântica, seria uma representação idealizada da deusa do amor no ambiente da França renascentista. A importância do painel, num estado de conservação excepcional, resido no facto de que é uma das duas obras assinadas por François Clouet, geralmente considerado como o artista mais importante do século XVI em França. A habilidade técnica com que estão dispostos os reposteiros de seda vermelha, a natureza-morta em primeiro plano e a cena do género ao fundo, antecipam as obras dos mestres holandeses do século seguinte.”

Cfr. Hereward Lester Cooke
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

12 julho 2009

O eterno recomeço...

No "Retrato da Semana"
in. "Público"
12.07.2007

António Barreto
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"Dois acontecimentos marcaram a semana na Educação. O início do processo de colocação de professores e as reacções destemperadas da ministra e do fantástico secretário de Estado Walter Lemos à baixa das médias dos exames de Matemática.
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(…) Os resultados da Matemática revelaram uma média nacional razoável, positiva, o que já é extraordinário, mas muito abaixo dos fenomenais 14 (ou 12,5 conforme as contas) obtidos no ano anterior. A ministra e o formidável secretário de Estado Walter Lemos reagiram em nome da honra ofendida. Acusaram os jornais, as televisões, os jornalistas em geral, as associações científicas, a Sociedade Portuguesa de Matemática e o professor Nuno Crato de serem responsáveis pelo desastre. O argumento, de impagável rigor, corre mais ou menos assim: eles convenceram os estudantes de que os exames eram fáceis; em consequência, estes não estudaram e tiveram más notas. Comentários para quê?
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(…)
Em vez de políticas complexas, recheadas de ideologia barata, tínhamos diante de nós orientações claras para a resolução rápida de erros e problemas atávicos. A gestão destas decisões foi mais difícil. O espantoso secretário de Estado Walter Lemos dirige por despacho e directiva e esse método não é muito eficiente.
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(…) Depois, foi a lenta deriva. Até ao rápido afundamento. Agigantou-se uma figura, a do extraordinário secretário de Estado Walter Lemos, seguramente responsável pelos mais graves dislates subsequentes. Instalou-se a teimosia e a irritação na sede do ministério. Na esperança de contar com apoio popular, designou-se um inimigo, os professores. A velha guarda dos técnicos de educação do ministério recuperou forças e dominou a mecânica. Regressou a burocracia dos pedagogos iluminados. Produziram-se milhares de páginas de regras, regulamentos, orientações, normas, despachos e instruções, numa sofreguidão doentia. O assombroso secretário de Estado Walter Lemos exibiu uma produtividade sem par.
.
(…)
Estabeleceu-se um princípio moral detestável, o de que uma correcção é fraqueza e um erro repetido é força. Criou-se um sistema de avaliação impossível destinado, não a avaliar, mas a exibir autoridade. Reforçou-se o centralismo da política de educação. Contrataram-se militantes partidários para preencher a rede de dirigentes nacionais e regionais. Exerceu-se uma inadmissível influência política no processo de elaboração e de avaliação dos exames, a fim de conseguir impensáveis melhorias de notas que provocaram o riso do Atlântico aos Urais. Chegaram a obter-se aumentos de médias de exames, de um ano para o seguinte, da ordem dos 40 por cento!
A deriva ministerial teve, quase até ao fim, um sólido apoio: o do Primeiro-ministro que, nestas coisas de exames, quer resultados de qualquer maneira. É ele o grande inspirador da teimosia. É dele a ideia de que a facilidade é democrática e socialmente igualitária.
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(…) A mobília está partida?
Persistem em colocar gesso nas pernas das cadeiras quebradas.
A incapacidade de gestão unificada de milhares de escolas está demonstrada?
Insistem em governar por despacho e grelha.
É flagrante o descalabro da escola afastada das comunidades e dos pais?
Continua a alimentar-se uma escola centralizada.
O cansaço, a desilusão e a desistência de tantos professores são evidentes?
Reforça-se a autoridade e o despotismo.
A mediocridade da formação cultural e técnica mantém-se?
Inventam-se novas oportunidades para que seja cada vez mais fácil.
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É caso para dizer: não se aprende nada!"

O Infante

In. "Mensagem"
........ Segunda parte: Mar Portuguez


Fernando Pessoa
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Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou creou-te portuguez,
Do mar e nós em ti nos deu signal.
Cumpriu-se o Mar, e o império se desfez,
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

11 julho 2009

Um exemplo...

César Vila Franca, ex-presidente da Câmara de Castelo Branco, acaba de manifestar o seu apoio pessoal a Joaquim Morão. No seu entender "é importante que o actual presidente cumpra aquele que será o seu último mandato, para concluir o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver".
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"Joaquim Morão tem feito um trabalho notável", sublinha.
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Dr. César Vila Franca
Ex-Presidente da Câmara de Castelo Branco

"Há aspectos importantes e relevantes na cidade e no concelho, sobre os quais não deve haver vergonha em dizer que têm sido bem-feitos. Refiro-me, sobretudo, ao espaço urbano de Castelo Branco, onde tem sido feita uma recuperação notável, e ao desenvolvimento industrial".
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O ex-presidente lembra que "neste momento é difícil criar postos de trabalho. Joaquim Morão tem feito tudo o que é possível para fomentar essa vertente, à custa de muitos sacrifícios e muita luta".
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Tudo isto seria irrelevante se não soubessemos que César Vila Franca foi o candidato derrotado por Joaquim Morão nas eleições autárquicas de 2001.
Apesar da sua raiz social democrática, a isenção do ex-Presidente é um espelho daquilo que deveriam ser as eleições que se aproximam... Independentemente das cores políticas dos candidatos, os eleitores deveriam olhar mais para as respectivas capacidades de trabalho... nas eleições para a autarquia.

Joaquim Morão
Actual Presidente da Câmara de Castelo Branco
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Cfr. João Carrega
in. "Reconquista"
09 07 2009

09 julho 2009

Escrito na pedra…

In "Público"
08.01.2009
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“Gosto de homens com futuro e de mulheres com passado.”

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Óscar Wilde

Poeta e dramaturgo irlandês
1854 - 1900

Professores e alunos de 1961/62

Foi em 1994!... Em 7 de Maio.
Numa reunião de Antigos Alunos do Liceu de Setúbal
alguns deles posaram para a posteridade, nas escadinhas
da entrada principal.

Uma "grande linha avançada"!...

Com os ex-alunos António Manuel Fráguas e o Rui Manuel Torres Farinho a interiores e um "trio infernal" de professores (1961/62), constituído pelo Dr.Joaquim Calado a avançado centro, pelo Dr.António Maurício, na ponta direita e pelo jjmatos a extremo esquerdo...
Quem tal diria?!...
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O António Fráguas tirou Medicina e exerceu clínica em Évora. Já não o vejo há muito tempo mas creio que ainda por lá reside. O Rui Manuel Farinho foi bancário em Setúbal e tem-se dedicado, nos últimos anos, à Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão. Vive em Setúbal, vi-o há bem pouco tempo e achei-o em óptima forma.
Dos professores... resto eu! O Dr.Calado e o Mauricio partiram já, há dois ou três anos, mas deixaram-nos muitas saudades.

08 julho 2009

Traga a continha...

"Tinha por hábito comer no Tavares mas desde Janeiro deste ano que deixei de lá ir porque os tempos são de crise e pelo facto de achar ligeiramente exorbitante o preço do pastel de nata."

À entrada do Tavares...

À saída do Tavares...

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Um pastel de nata por mais de 3 contos?!!!... Chiça!...
Mas mais do que com o preço do "pastel de nata"... eu fico "espantado" é com o valor da "cotação do copo de tinto", ali para as bandas da "Colina da Saudade"...
Gaita prá crise!...

E já agora, uma pergunta às Adegas Cooperativas aqui da minha região de Setúbal:
"Porque é que vendem o Moscatel mais caro que o "tintol"?!!...
"Porque não seguem o exemplo do Tavares Rico?... e passam a vender o Moscatel de Setúbal ao preço da uva mijona?

Para terminar, ofereço aos meus leitores estes genuinos e baratos pastéis de nata...
É que estes são mesmo de Belém! ... Quer dizer, eram...

07 julho 2009

Biblioteca Municipal de Castelo Branco...

Na "Reconquista" de 25 de Junho, com título de 1ª página e chamada à página 3, anunciava-se que:
O Primeiro-Ministro José Sócrates inaugura no próximo domingo, a Biblioteca Municipal de Castelo Branco…”
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Fiquei pasmado com tal informação!...
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O edifício da Biblioteca, em 16 de Maio de 2006, pouco antes da inauguração.

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Assisti a uma manifestação cultural na Biblioteca de Castelo Branco, na noite de 22 de Maio de 2008… Na verdade, àquela data, a Biblioteca já tinha sido inaugurada… já estava a funcionar!
Graças, apenas, ao espírito empreendedor do presidente da edilidade. Só a ele se deve a existência daquela instituição cultural… Naquele sítio e naquele momento…


Joaquim Morão, em 23 de Maio de 2008.

E prosseguia a notícia da Reconquista:
“A inauguração daquele espaço… acaba por ser um acto simbólico, já que aquele programa (Polis) teve início quando o actual Primeiro-Ministro tutelava a pasta do ambiente.”
E, logo a seguir:
Aquelas obras são também uma marca do actual presidente da autarquia Joaquim Morão, que conseguiu requalificar o centro cívico, prosseguindo depois essa lógica de requalificação noutras zonas da cidade. A própria biblioteca municipal é hoje apontada como uma referência nacional e uma das zonas mais modernas do país.”
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Oh! Senhor Presidente Joaquim Morão… pelo que leio, “aquela obra é também uma obra com a sua marca”! Parece impossível que o seu nome, assim mencionado, venha retirar todo o brilho da acção do Sr. Presidente Sócrates na construção da Biblioteca… Isso não se faz!... Isso não faz sentido!...
Como que por acaso, aquela obra "também" mostra a sua marca… o Senhor deve ter um “grande amigo” no jornal… com esta tentativa de ofuscar o mérito de José Sócrates na realização deste magnífico empreendimento que é a Biblioteca Municipal e Castelo Branco
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Usurpar, politicamente, o mérito de Joaquim Morão é próprio de quem pensa com alguma dificuldade… Talvez por isso, eu tenha percorrido as colunas do jornal albicastrense que há poucos dias me chegou e não tenha encontrado o relato da inauguração pré-anunciada! O Senhor José Sócrates, provavelmente, esqueceu-se de meter na agenda aquela “inauguração”… Ou, talvez, algum assessor lhe tenha chamado a atenção para o tamanho do dislate que ia cometer...
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Tenho a certeza que a ironia que coloquei neste breve “apontamento” me vai custar uma “bica” no Kalifa, quando me encontrar com o jornalista José Furtado (que me deve uma…), na próxima deslocação à minha “cidade berço”. Espero que convide, da minha parte, o colega João Carregapara tomar a que lhe fico a dever agora.
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NB – Aquela palavra “também” na frase “Aquelas obras são também uma marca do actual presidente…” é que me “revoltou as entranhas”…
A secundarização do Presidente Morão relativamente ao “oportunismo descarado” de José Sócrates não podia ficar impune e tinha de ser rectificada.

Foi o que tentei fazer…

06 julho 2009

Setubalense... Setembro de 1958

01-09-1958
Campeonato Mundial de Caça Submarina
Saiu vencedora a equipa francesa na competição ontem realizada em Sesimbra. Portugal ficou em 4ºlugar atrás da Itália e do Brasil, tendo competido os Srs. A. Gil, Vieira Braga e Décio Gomes.

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06-09-1958
Vela Verde
Está instalada na melhor área da Praia da Figueirinha uma atraente "esplanada" coberta com esmerado serviço de bar, restaurante... (era do Vitor Hugo Delgado)
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08-09-1958
Notícias Pessoais
Foi nomeado agente em Setúbal, do BNU, o Sr. Júlio Pedroso Queiroz que substitui o Sr. Fernando Manuel Costela Ferreira, que se desloca para Aveiro.
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10-09-1958
Óbito
D. Ernestina Neto de Oliveira
Após prolongada doença faleceu a Sr.ª D. Ernestina Otero Neto de Oliveira, de 78 anos, natural de Setúbal, esposa do considerado farmacêutico Sr. Emílio Curado de Oliveira.
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13-09-1958
Automobilismo
José Luís Novais venceu o "Rali do Mediterrâneo" na categoria de Turismo.
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15-09-1958
Cidade
O Presidente da Junta de Freguesia, Sr. Alfredo Pereira Sequeira, homenageou o poeta Bocage, inaugurando numa das salas da Casa da Rua Bartissol, 10, um painel alusivo à figura do imortal Poeta.
Convidou o Sr. Du Bocage Lima de Walter, descendente do Poeta, a descerrar o dito painel.
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20-09-1958
Notícias Pessoais
Com o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis acaba de ser agraciado o Cap. Ernesto Carrilho do Rosário que tão distintamente tem comandado a modelar Bataria do Outão. Ainda por virtude da sua competência e rara especialização nos engenhos da sua Arma, vai o Cap. Rosário ser colocado, temporariamente, no comando do forte de Mormugão, na India Portuguesa, para onde partirá nos princípios do próximo mês.
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20-09-1958
Notícias Pessoais
Completa hoje um ano, o pequeno Joaquim José Ramos Carrilho do Rosário, filhinho do nosso prezado colaborador Sr. Prof. Domingos Carrilho do Rosário e da Sr.ª D. Edith Jeunehomme de Barros Rosário.
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20-09-1958
Notícias Pessoais
Vitor Hugo Delgado e sua esposa ficaram feridos num acidente, na estrada da Figueirinha.
Cerca da meia noite de 5ªfeira, no troço de estrada que fica entre as duas esplanadas da praia da Figueirinha, deu-se um choque entre uma motorizada em que seguiam o Sr. Vitor Hugo Delgado, de 30 anos, e sua esposa D. Isabel Maria Ferreira Delgado, de 29... e uma furgoneta conduzida por...
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22-09-1958
C.M.S.
Anúncio de uma empreitada de "Construção de arruamentos de acesso ao novo Hospital Distrital de Setúbal - II Fase - Pavimentos"
18 de Setembro de 1958
O Vice Presidente, em exercício,

Eduardo da Costa Albarran

05 julho 2009

A Câmara de Castelo Branco...

Parque da Cidade com espaço para crescer


A Câmara de Castelo Branco acaba de adquirir dois hectares de terreno junto ao Parque da Cidade. Deste modo, a autarquia evita a construção de imóveis naquele local e possibilita um eventual alargamento daquele espaço
Em 2 -- o Parque da Cidade ...... Em 1 -- o terreno adquirido
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Foi esta a boa notícia que, através da Reconquista, nos chegou esta semana de Castelo Branco.
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"A Câmara de Castelo Branco adquiriu dois hectares de terreno contíguos ao Parque da Cidade, para onde estava prevista uma urbanização. Com um investimento, de cerca de 500 mil euros, a autarquia garante um espaço importante para o futuro da cidade, impedindo que ali sejam construídos imóveis.Os dois hectares de terreno poderão, no entender do presidente da autarquia, Joaquim Morão, permitir “uma futura ampliação do parque da Cidade”. Com mais esses dois hectares poderemos pensar num outro enquadramento para a zona, dotando, no futuro, o parque com outras estruturas."
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in "Reconquista"
por João Carrega
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Que tal a ideia, Srª Presidente da Câmara de Setúbal?!...
Se a edilidade setubalense "trilhasse por este caminho"... talvez até nem existisse agora o grave "problema" do Vale da Rosa!
Acredito que as boas ideias, venham elas de que sector vierem, devem ser seguidas!
Os munícipes, independentemente da sua cor política, só podem ficar contentes com a boa gestão do seu património...
Vou sugerir ao Presidente Joaquim Morão que "abra um Curso de Verão" onde possa ensinar, a colegas "insipientes", como se faz uma gestão eficiente...

Erros seus...

Erros seus

António Barreto
(...)
O inventário da queda ainda está por fazer. Mas já é possível enumerar alguns erros fatais. O primeiro, de carácter estratégico, foi o de declarar guerra a vários inimigos antes de ter planos preparados e tropas prontas. Foram os casos dos juízes, dos professores e dos médicos, entre outros. No dia de tomada de posse, com alarido e surpresa, atacou os magistrados. Todos. Culpados e preguiçosos. Depois, evidentemente, não conseguiu nem soube fazer a reforma da justiça. Nos dias seguintes, os professores levaram a sua conta. Mandriões e incompetentes. No fim do mandato, era a guerra civil e tudo está por fazer.
(...)
Esta mitologia foi servida pela mais poderosa máquina de propaganda jamais criada em Portugal ao serviço de um governo. Assessores, consultores, agências, jornalistas, escribas, empresas especializadas e regras de comportamento e protocolo regularam a vida pública com uma minúcia inédita. Algures a meio do mandato, os governantes começaram a acreditar no que mandavam dizer de si e no que os seus servidores inventavam para os bajular.
O resultado era previsível...
(...)
...a cedência às "reformas fracturantes". As reformas, por via legal, dos costumes, da sexualidade e dos modos de vida passaram a ser, na fantasia do primeiro-ministro e dos cortesãos, o seu passaporte à esquerda, a compensação das suas políticas económicas e laborais. Como era de esperar, foi o PS que saiu fracturado.
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in "Público"
by António Barreto
05 07 2009

National Gallery Washington

Agostine
Jean-Baptiste Camille Corot
1796 - 1875


Agostine

“No período em que as suas paisagens eram consideradas o património mais valioso dos amadores de arte da época vitoriana, Corot costumava pintar estudos de figuras “para si próprio”. Estava insatisfeito porque os considerava inferiores aos estudos académicos dos artistas seus contemporâneos nos Salons; tinha-os voltados contra a parede e mostrava-os somente quando os visitantes lho pediam. Duas gerações mais tarde, estes estudos de figuras estão entre as suas obras mais procuradas. Agostine é uma peça excepcional: o retrato é de tamanho natural e considerado um dos quadros mais importantes de Corot. O modelo veste um traje de campo a oriente de Roma e, detrás das suas costas vê-se uma terra na colina de Ciociaria; sabe-se, entretanto, que Corot retratou um modelo francês, no seu estúdio próximo de Paris, muitos anos depois do seu regresso de Itália.”

Cfr. Hereward Lester Cooke
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

04 julho 2009

As "Bonecas" de Kiraz...

Humor antigo
com o traço de
Kiraz
- Levei eu meses e meses a fazer economias para comprar este
vestido tão lindo e é logo a primeira coisa que me queres tirar!...

Escrito no vento...

"O Amor nasce com um sorriso, cresce com um beijo e acaba com uma lágrima..."
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autor desconhecido

03 julho 2009

Maria Eduarda Gameiro

A Maria Eduarda Gameiro "descobriu-nos" na internet...
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"Ao escrever o meu nome por brincadeira, encontrei a minha turma (6°C -68/69) do Liceu Nacional de Setúbal.
Muito gostaria de saber o que é feito de todos estes colegas bem como do Professor!
Estou reformada (fui professora de Matemática) e neste momento encontro-me na Alemanha..
Alguém me dê noticias!!!!
Maria Eduarda Gameiro
Maria Eduarda Gameiro,
em Setembro de 1969
.
Em 10 de Novembro de 1969...
...num passeio de estudo à Arrábida e ao Cabo Espichel


A Maria Eduarda com os colegas de turma Francisco Rocha, João Miranda Duarte, Nelson Mota, Luís Sancho e José Manuel Parreira.

A Eduarda Gameiro faz o "boneco" do grupo, na marginal de Sesimbra.

Com a atenção devida, a Eduarda Gameiro e o Constantino Teles ouvem a dissertação do Prof.João Telo Pacheco, da Faculdade de Ciências de Lisboa que nos acompanhou no "passeio". A Conceição Silvestre (Brito), de costas, completa o grupo visível na foto.


A Graça Araújo, a Clotilde Dimas, o Carlos Setra e o cachimbo do Paulo Bordeira.
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Respondi à Eduarda logo que pude. Fiz para ela um apanhado do "paradeiro" de muitos dos seus colegas daquela turma. Enviei-lhe algumas fotos tiradas em 1969 (10 de Novembro) e algumas outras de um evento em que ela não pode estar presente: a comemoração dos 20 Anos do Curso do 7ºAno, em 1970 (10 de Fevereiro). Para que ela pudesse ver como estavam então os seus colegas de turma e de ano... Com o "aviso" de que, entretanto se passaram quase outros 20 anos...
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"Envio algumas fotografias tiradas em 10 de Novembro de 1969, durante um passeio de estudo de Geologia que fizemos à Arrábida, Sesimbra e Cabo Espichel na companhia de alguns colegas meus assistentes na Faculdade de Ciências que muito nos ajudaram nesse dia e acrescento algumas outras (a cor) numa reunião comemorativa dos 20 Anos do vosso 7ªano, realizada em 10 de Fevereiro de 1990, na qual não estiveste presente,
À distância de 20 anos… eles estão um pouco diferentes!... Mas a gente desculpa-os… Entretanto passaram-se outros tantos anos…"
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A Manuela Pires da Silva, o Nelson Mota e a Clotilde Dimas
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O Paulo Bordeira, o Escarduça, NN, o Luís Dãmaso, o Pedro Alves da Silvao Manuel Vaz Pereira e o Francisco Cunha.
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Na assistência à aula proferida pela saudosa Dr.ª Manuela David Gomes podemos ver o Nelson Mota, o Peres Claro e o Manuel Vaz Pereira.
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... e, também, o Carlos Setra e o Jorge Ruivo.
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Passados uns dias a Maria Eduarda Gameiro acusava a recepção da minha "mensagem":
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"Muito gostei de conhecer o que se passa com alguns dos meus colegas! Vejo que a turma “produziu” muitos médicos e professores!
Agora aqui vão alguns dados sobre o meu percurso : fiz a licenciatura em Matemática na Faculdade de Ciências de Lisboa (creio que estive com a Helena Gonçalves ) e, até 1985, trabalhei na Escola Secundária dos Olivais (hoje Eça de Queirós).
Nesse ano fui destacada para a Escola Europeia de Bruxelas onde estive até 2001 e onde conheci o meu marido , também ele professor, de Biologia e Química , e de nacionalidade alemã. Em 1998 o meu marido foi destacado para a Escola Europeia de Bergen na Holanda o que nos obrigou a uma separação mas que também teve o seu lado positivo no que diz respeito a um enriquecimento pessoal e cultural. Durante alguns anos vivemos a fazer malas entre a Bélgica e a Holanda!.
Em 2001 regressei a Portugal (mais malas e mais viagens!) . Em 2003 adoeci com uma doenca muito grave(...) à qual tenho resistido, felizmente, de uma forma muito positiva. Por vontade nossa e também a conselho dos médicos que me acompanham decidi pedir a reforma em 2006 o que me permite estar com o meu marido, agora na Alemanha e, também ele, a duas semanas da reforma!
Vou com muita regularidade a Portugal, não só para ver a família como também para revisões médicas .
Seria um grande prazer voltar a vê-lo professor!
De momento não posso enviar uma foto porque estamos com muitos problemas no computador (daí a razão da falta de acentos nalgumas palavras) mas, logo que possível, fá-lo-ei.
Envio o meu telemóvel de Portugal: 960000000 (estaremos lá a partir de finais de Julho e até Outubro. Caso haja um novo encontro da minha turma não se esquecam de mim!
Um abraço."

. Devo dizer que li, muito comovido, o que a Eduarda me contou sobre a doença que a tem atormentado... Espero que continue a lutar com todas as suas forças e pode ter a certeza que vai contar com o apoio de todos nós!...
.
Todo este "post" tem, essencialmente, como destinatários, todos os alunos do LIceu Nacional de Setúbal que foram colegas da Eduarda Gameiro, a "menina" que era filha do Sr. Comandante Gameiro, que foi capitão do Porto de Setúbal, em finais dos anos 60.

Escrito no vento...

"Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
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autor anónimo

02 julho 2009

Parabéns!... 2 de Julho

A Madalena faz anos hoje!
Parabéns e um beijinho do Avô...


Maria Madalena Matos de Oliveira Constantino

01 julho 2009

O livro de "termos"

Termo nº194
Do aluno José Luís Lacasta do Nascimento e Oliveira
Natural de Setúbal
Filho de Manuel do Nascimento e Oliveira


O "termo" do 2ºAno, do Arquitecto...
.
Obteve no exame de cada uma das disciplinas que constituem o primeiro ciclo, a seguinte classificação:
.
Português …………………………………. – catorze (14) valores
Francês……………………………………... - catorze (14) valores
Ciências Geográfico Naturais. – quinze (15) valores
Matemática ……………………………... – dezasseis (16)
Desenho e Trabalhos Manuais – catorze (14) valores
.
Em 21 de Julho de 1939
O Presidente do Júri:
(uma rubrica ilegível)
Os Vogais:
Josefina Laura Lopes
Felismina Madeira
António Aires de Abreu
Edmundo Curvelo
e uma rubrica ilegível
.
O Conselho de Ciclo em virtude das classificações obtidas em todas as disciplinas do primeiro ciclo, e nos termos dp artº43º e §1º do Dec.27.084, atribuiu-lhe a classificação de dezasseis – 16 valores, em sessão de 2 de Julho de 1939.
.
O Director do 1ºCiclo:
António Aires de Abreu
.
Bravo Arquitecto José Luís Nascimento!...
Quem sai aos seus não degenera…
Já em 27 de Julho de 1906, os livros registam os excelentes resultados do exame do Curso Geral de um Senhor chamado Manuel do Nascimento e Oliveira (que eu ainda conheci)
.
No Termo de Exame do Arquitecto José Luís Nascimento, constam os nomes
da Dr.ª Josefina Gamito que foi casada com o Dr. Gamito, então Reitor do Liceu ainda com o nome de solteira;
da Dr.ª Felismina Gondim Madeira que mais tarde chegou a ser Professora efectiva aqui no nosso Liceu e que fui encontrar como Professora do Liceu do Barreiro em princípios dos anos 70;
o Dr. António Aires de Abreu, um carismático professor de Matemática que deixou muitas “estórias” que os seus alunos de então nunca se cansam de contar…;
o Dr. Edmundo de Carvalho Curvelo que tendo sido um aluno brilhante no Liceu de Setúbal, aqui voltou como professor no ano de 1938/39. Licenciou-se em Letras e foi, mais tarde, Professor Catedrática da Faculdade de Letras em Lisboa.