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08 fevereiro 2008

Os Livros de Despedida - 1957

O Curso de 1956/57
A Fotografia

Alunos e Professores do 7ºAno - 1956-57
Ladeando o Reitor Morão Correia reconhecemos o Dr.Augusto Russo, o Dr.João Diogo Narciso Furtado, o Dr.José Nunes Parro, a DrªArlete, a DrªMaria Amália Furtado entre outros


O Livro de Despedido a que tive acesso não tinha capa!... Paciência.
O Zé Palito, o Frutuoso Mateus e o Zé Fevereiro dividiram a tarefa inicial da feitura dos versos dedicados "Aos Nossos Pais", "Aos Nossos Professores" e "Aos Nossos Amores". E saíram-se bem...
Os versos que acompanham as caricaturas foram escritos por autores muito variados mas distinguem-se pela "produção" os nomes do Frutuoso, do José Afonso Baptista, da Maria José Raínha, do Ernesto Pinto Lobo e do Torgal Mendes.

De entre os "artistas do traço", o Luís Grilo bate toda a concorrência... com o desenho de 28 "bonecos". O Zé Correia Tavares aparece a seguir com 11 e o Lopes da Conceição com 8. O curioso é que, nesta altura, ainda aparecem caricaturas do Adelino Robalo Cordeiro e do Vieira Lopes que assinaram apenas uma caricatura cada um, e do saudoso amigo Amado Ramos Estriga que apresenta quatro boas caricaturas com o seu traço inconfundível, como é o caso da Minita Salazar, que está magnífica!

Seguem-se já as caricaturas...

.José Afonso Nunes Baptista

Duro como uma montanha,
Mas duma vontade tamanha!
Caça cobras, lagartos e lacraus,
Incluindo tigres, leões e bichos maus.
Parte telhas e cadeiras com a cabeça,
Come e bebe “à bruta” sem que adoeça,
Não vai na eterna canção do amor,
Mas já amou, sem ser galã conquistador,
Sabe Grego e Francês a “potes” este moço
Que já estão todos para responder: é o J.Afonso.
do colega Paulo

O Zé Afonso Baptista foi professor aqui em Setúbal, no início da década de 60... Se bem me lembro, na Escola Técnica. Ou porque estava na tropa ou porque estava numa qualquer "comissão de serviço", nem isso interesse para o caso, ele não pode vir tomar posse do cargo de Professor. Fui eu quem tomou posse por ele, por procuração. Também para estas coisas servem os Amigos...

.Maria Prazeres Gonçalves Cardoso

À minha amiga Zita
Algo a faz corar
Mas se acaso lhe dão guita
Já não pára de falar

Não é defeito nenhum
Eu sei bem que isso é assim
O que é pena é não gostar
Mesmo nada de Latim!

Foi a Titina (do Louriçal?...) quem assinou estes versos de que aqui fica este breve apontamento. A Zita era uma das filhas do Sr.Cardoso, gerente do antigo Hotel de Turismo. Era a ele que nós tínhamos de "levar à certa" quando queríamos fazer uns sábados dançantes no bar do Hotel... Confesso que não me lembro se a Zita alguma vez serviu de isco...para convencer o pai.

.

Maria Teresa Carrega Marçal Grilo

Havemos de ter um dia
Saudade
Desta vida, da mocidade
Já vivida, no liceu.
Hás-de tê-la tu, os outros, eu!
Brincar como agora,
Naquela hora
Choraremos, talvez,
E havemos de dizer:
- Daquela vez, na aula tal,
Àquela lição
Chamada sem saber…
Sim, Teresa,
Até hás-de lembrar
As aulas de Latim
E acrescentar: “Não tinham fim”
Mas tudo passa com o tempo!
Até a ida a Espanha
As palavras à toa
Ditas com ar de grande pessoa
A tua simpatia
Pelo “Técnico” de Lisboa
Tudo há-de passar um dia.
Mas a saudade não!
Sempre há-de ficar
Em teu coração.

Com a velha e sincera amizade da
Zé Rainha (uma Amizade que se mantem muito firme
ao fim de todos estes anos.)

Romagem de Saudade de 1985 . Na Capinha em 9 de Junho

Jantar no Castelo, junto da muralha, com o irmão Luís - 9.Junho.1985

.

Maria José Norte de Oliveira Raínha

Rasgos de heroísmo, cheia de entusiasmo
Afectiva, risonha, mas muito sensível
Imponente, convicta sonhadora até ao pasmo
Ninguém a desconhece, pois isso é impossível
Hipotética na sua figurinha,
Agora digam lá se não é a Rainha?
com um abraço amigo da Maria Manuela

*Todos os anos me lembro da Zé Rainha, no dia 28 de Janeiro…
Fazia anos o marido, bom Amigo que foi o Joaquim Carmona
.

.


Álvaro Manuel Freire Gusmão Bandarra

Ele que é torto escolheu o Direito
Venceu os livros e a fúria de Minerva, irado,
E a golpes de espada o 7ºAno já tem feito
E amanhã ao romper da aurora deixa-nos para ser advogado.
Ernesto Pinto Y Lobo foi o autor

.

António Rodrigues Mendes Palito

E tu que na geração do pau tão ínfimo és
Mas que o amor e o futebol tão alto te fica
Tão glorioso e lendário como o egípcio Ramsés
Que naquele tempo já odiava o “Benfica”
Foi autor o Ernesto Pinto Lobo


O Mendes Palito com o Zé Carioca, num jantar de antigos alunos em Lisboa - 9.Maio.1986


O Mendes Palito com o Zé Carioca na última Romagem, em 27.Maio.2005

.

Rafael Agostinho Azevedo Gamas


Apareceu um grande artista em Hollywood
Que chegou a Portugal com grandes famas…
Marlon Brando é o seu nome
E logo em Castelo Branco o encarnou o Gamas,
Meirelles da Fonseca

Tens sorte!
(Não consegui encontrar
A rima tão desejada
P’ró nome da tua amada)
Não vou falar da mocinha
Mas tenho de assinalar
A tua “jovem lourinha”
Com um abraço do amigo
Mendes de Matos

“Prometido está o fado eterno”
Tu qu’a Lisboa hás-de dar doutor
Se te apanhas fora do lar materno
Oh! que alegrias e que fingida dor!
Do amigo Pinto Lobo

Rapaz bonitão
Das louras profissional
Chamam-lhe capitão
E julga-se campeão
Do Hokey Nacional.
Sempre amigo Bandarra


É uma das poucas fotografias que tenho do Rafael! Parece impossível... Recentes? Nem uma... Esta é uma foto de 1954 ou 55, tirada no Parque da Cidade e onde me reconheço, à frente, com o Sebastião Morão e o Rafael, enquanto que atrás estão o Júlio Diniz, o Rui de Oliveira Costa e o Porfírio Lima.

.

Maria Graciette Castilho Monteiro

A saudade nunca passa…

Dessas tuas tranças
Loiras,
Dessa menina
De outrora,
Nada há
No teu olhar
De agora.

Tenho pena que assim seja…

Não deixes
A Realidade começar,
Sê a criança
Que foste
Traça na alma
A graça dum sorriso
E continua…
…a sonhar…
Maria Stella (que viria a ser sua cunhada)
.
Maria Hermínia Salavisa Salazar

Falinhas miudinhas
Nariz arrebitado,
Pastilhas e mezinhas
Um ar mal encardo…

Cintura de pilão
Saínhas e saiotes
Lencinho ma cabeça…
Por baixo os papelotes.

Falando em vocação,
Será melhor calar,
Quem manda é o coração
O resto…é verbo amar.

Sei que não é tua ideia
E que pensas em cursar
Medicinas já não queres
Queres talvez… “debuxar”?...
Um grande beijo da irmã muito amiga Gica

.

Rosa Teixeira Cardoso Justa

Alta, morena, simpática
Com uma expressão sonhadora,
De ervas e bichinhos
Quer um dia ser doutora

Gosta de jogar o volley,
Comer algum biscoito,
E poder ir ao cinema
Para maiores de “dezoito”.
Graciette

Uma cintinha de “vespa”
Leveza no seu arzinho,
Todos sabem com certeza
Que é a minha “Serroutinho”

Sair da cama? Cedo não!!
Que há melhor que um colchão?
P’ra depois bem se arranjar
Tem que o espelho “mui mirar”!
Será, acaso, pecado, o cabelo bem penteado
Na mulher? Ai isso não!
Da irmã Luisa

.


Senhora de Mércules - Romagem de 1994 - 10 de Junho O grupo da Rosa Justa onde reconhecemos em primeiro plano a irmã Maria Luisa, o Daniel Pires Lourenço, o Domingos Morão, e o João Romão Esteves; lá atrás, o Sebastião Morão e a Rosa Justa


O João Romão e a Rosa

.
António Maria Teixeira Gil

Se esta vida são dois dias
Não vale a pena estudar!
É viver só de alegrias
Levando a via a namorar.
José Afonso Baptista


Em 15 de Junho de 1979, num almoço da Romagem da Saudade, encontrámos o Teixeira Gil no meio de um grupo onde reconhecemos o António Tavares, e um Belo (Agostinho?) em primeiro plano; ao lado dele, o Victor Ambrósio de um lado e a mulher do outrp. O Gil deixou-nos há poucos anos...

.Ernesto Henriques Casaleiro Torres Cruz

Mas mete tanta terceira
Que já houve alguém que disse
Que não cairá na asneira
Que não fará a tolice
De se sentar a seu lado
Num carro muito apertado…
Com um abraço do amigo João

.
Frutuoso Pires Mateus

Das coisas do amor é pioneiro
Moças, reparai no seu ar marcial.
Sempre ocupa um lugar cimeiro,
e até pensa um dia ser oficial.

O Cruz Tomás que lhe fez os versos
bem podia ter substituído a última
palavra do último verso por "General"
Seria igual na rima mas... era mais verdadeiro!

07 fevereiro 2008

Parabéns!... 07 de Fevereiro

A Aida faz anos hoje.
Parabéns!...

Maria Aida Caetano da Silva

As minhas turmas... 7ºC - 1961/62

7ºAno - Turma C
em 1961/62
.
Fui professor desta turma
em Ciências Naturais

Cristina Rosa P. Oliveira Grilo
Glicínia Conceição Gustavo Maia
Laíde Mendes Coelho
Maria Anunciação Rodrigues Couto
Maria Clara Dias Costa Correia
Maria Conceição Alarcão Costa Neves
Maria Dilete Santos Ângelo
Maria Elisabete Sousa Amaro

Maria Eugénia Silva Catraio

Maria de Fátima C. Lopes da Costa
Maria de Fátima Gonçalves Graça
Maria da Graça Afonso Batista
Maria Isabel Duarte Correia
Maria Isabel Monteiro da Cruz
Maria Luisa do Vale Telhal
Maria de Lurdes Almeida e Silva
Maria de Lurdes Pratas Martins Neves
Maria Manuela Matos Candeias


Maria Margarida Cristina Gonçalves
Maria Teresa Alarcão Costa Neves
Maria Teresa Coelho Pais
Maria Teresa Gil Costa Ferreira
Maria Vitória Prazeres Nascimento
Natividade Maria Santos Ângelo
Maria Antónia de Carvalho Pinto


Ainda faziam parte desta turma as alunas:

Alda Maria Setra Costa Caixeiro
Maria Elisabete Setra Caixeiro
Maria Guida Raymão d'Almeida Garcia
Maria Emília Fidalgo Reis Mateus
Maria Lucinda Tomás Ribeiro

Maria de Lurdes da Cruz Tavares


Esta turma teve aulas na sala 74

06 fevereiro 2008

Escrito na pedra...

No Público
de hoje
06.02.2008
.
"Os cidadãos não conseguiriam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis."
.
Otto von Bismarck
primeiro chanceler alemão
1815-1898

Na National Gallery - Henry Raeburn

Henry Raeburn
1759 - 1823
Retrato de Miss Eleanor Urquhare

Retrato de Miss Eleanor Urquhart (Colecção Widener)

"A teoria pictórica do século XVIII afirmava que o pintor podia reproduzir o caracter do retratado, mediante certas habilidades técnicas. Reaburn dá aqui um exemplo. A cor é estendida em pinceladas delicadas e luminosas, perfeitamente adequadas ao carácter de uma mulher nova e bela. Nada sabemos da vida de Eleanor Urquhart, filha de um fidalgo escocês, mas seria bastante difícil imaginá-la num ambiente diferente desta luz doirada e opalescente e desta atmosfera agradavelmente elegante."

Cfr. Hereward Lester Cooke
in “Grandes Museus do Mundo”.
Ed.Verbo – Setembro de 1973

05 fevereiro 2008

Carnaval de Setúbal... 4

Carnaval de 1982
Terça-feira, 23 de Fevereiro

Um grupo divertido com danças da América do Sul

.
Carnaval de 1988
Sábado, 13 de Fevereiro

O Carnaval no Clube Setubalense


A Lara e a "prima" viúva... O que é feito de ti, Lara?!...
.
Carnaval de 1993
Terça-feira, 23 de Fevereiro
.

Duas "Minies" em Vanicelos. Quem serão?!...

.
Carnaval de 2008
Sexta-feira, 1 de Fevereiro

Onde está a Branca de Neve?!...

Uma "bruxinha" pequena...

Beira Baixa - Notícias de 1955 - Fev./Março

5 de Fevereiro
Cine Clube de Castelo Branco
Comunicado
A 2ªSessão terá lugar no próximo dia 16 com o filme francês "Hotel do Norte" de Marcel Carné.
As cotas continuam a pagamento na Livraria de José Sérgio Feijão.
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5 de Março
Criação de uma Escola Técnica em Castelo Branco
Esteve em Castelo Branco, nos primeiros dias desta semana, o Sr. Dr. Carlos Proença, Ilustre Director Geral do Ensino Técnico Profissional que veio examinar as condições de instalação e funcionamento de uma Escola Comercial e Industrial na nossa cidade.
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12 de Março
Cine Clube de Castelo Branco
3ªSessão no dia 16 de Março, às 12 horas
Programa
1ªParte
"Comentários ao filme", da autoria do Arqº Mário Bonito (alocução de A.R.Estriga)
"Documentário cultural"
2ªParte
"O Tesouro da Sierra Madre"
Realização de John Houston
Interpretes: Humphrey Bogart
................Walter Houston
................Bruce Bennett
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19 de Março
Escola Técnica de Castelo Branco
Uma grande manifestação da cidade ao sr.Governador Civil
Representação da cidade de Castelo Branco
Abaixo-assinado com 500 assinaturas, datado de 17 de Março de 1955, ao Ministro da Educação Nacional.
Os industriais, comerciantes e operários da cidade de Castelo Branco acompanhados pelos organismos corporativos e associações locais pedem licença para expor um pedido ao Sr. Ministro.
Excelência
Pelo que fica exposto vimos nós, vem toda a Cidade de Castelo Branco, solicitar a Vossa Excelência a criação de uma Escola Industrial e Comercial a funcionar no próximo ano lectivo
.”
.
19 de Março
Cultura
Pró Arte
II Concerto
Realiza-se hoje pelas 21 horas, no Salão da Biblioteca Municipal, o 15ºConcerto ( II da 3ª temporada ), com um programa a cargo das distintas professoras do Conservatório Nacional, Isaura Pavia de Magalhães ( violoncelo ) e Ivone Santos ( piano )

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Programa
I
Sonata op.5, nº1 em fá maior -- Beethoven
Adagio estudo
Allegro
Allegro vivace
( violoncelo e piano )

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II
2 Aguarelas -- Ivo Cruz
a) Canto de Luar
b) Palácio em ruínas
Spozalizio -- Lizst
Em forma de valsa (estudo) -- Sain-Saëns
( piano )

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III
Nocturno -- Júlio Almada
Intermezzo -- Granados
Malagueña -- Albeniz
Après um Rrêve -- Fauré
A Abelha -- Schubert
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26 de Março
Vida Social
Agradecimento
Os pais da desditosa Maria Gabriela Bragança Ramos Correia vem, muito reconhecidamente agradecer a todas as pessoas que se dignaram acompanhá-los na sua enorme dor.

04 fevereiro 2008

Carnaval de Setúbal... 3

Carnaval de 1980
Sábado, 16 de Fevereiro

Uma cara linda que não esquece...

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Carnaval de 1981
Sábado, 28 de Fevereiro

Alunas do Liceu de Setúbal
mascaradas no Carnaval do Clube Setubalense
.
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A D.Edite e a DrªZélia - ambas foram professoras - também se divertiram.
As saudades que ambas nos deixaram não permitem que nos esqueçamos delas...

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Carnaval de 1982
Terça-feira, 23 de Fevereiro

Desfile do Corso na Avenida Todi

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Carnaval de 2008
Sexta-feira, 01 de Fevereiro

O "primeiro" Carnavalinho". Nunca mais irão esquecê-lo...

As minhas fotos preferidas

Há gato no cais...


Foto obtida em 15 09 1968

03 fevereiro 2008

Carnaval de Setúbal... 2

Carnaval de 1969
Sábado, 15 de Fevereiro

O carro do Liceu com alguns figurantes antes de sair para o desfile

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Um outro grupo representava o "Tríptico de Luciano"

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Carnaval de 1970
3ªfeira, 10 de Fevereiro

O carro do Liceu representava um "forum" romano


Os "palhaços" da Casa Branca tiveram um aura fabulosa por essa altura.

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Foi neste "corso" de 1970 que se processou a maior vergonha do Carnaval de Setúbal. Os promotores do Corso passearam num carro, onde colocaram três jaulas, três pobres homens muito conhecidos naquela época em Setúbal e que eram alvo de actos pouco dignos de quem os praticava, actos esses atentórios da dignidade de cada um deles...

Ao centro, o célebre Kaly dos "patos da Mariana" (dois patos em cima da jaula) e à direita, um homem que "ambicionava" ser "Toureiro" e era conhecido por "El Niño". O terceiro era o Zé Maluco...


Para gáudio das multidões esqueceram-se os Direitos Humanos.

No edifício visível ao fundo, antes do Cine Teatro Luisa Todi e onde hoje funciona a Empresa Navigomes, funcionava então o Banco Nacional Ultramarino.

Escrito na pedra...

No Público
de hoje
03.02.2008
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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
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Platão
filósofo grego
(428-347 a.C.)

Carnaval em Vanicelos...

A "Casinha do António" tem de tudo!...

Tem um "diabrete" sereno...

Uma "coelhinha" risonha...

Uma "Princesa" bem bonita...

...e uma "irmã" bem disposta!

(Imagens de Sábado à noite)

02 fevereiro 2008

Um grito de revolta...

Mão Amiga enviou-me esta mensagem que é um "Grito de Revolta"...
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Vale a pena ler..... Quem não partilha da opinião desta Colega?
Aqui vai a 'prosa' de uma colega nossa, que espelha o pensamento de cada um de nós. Por favor, passem ao maior número de pessoas possíveis. A esperança de que as coisas mudem, deve ser a última coisa a morrer...
.
Eu não acredito nessa Esperança porque a a "nossa" menistra... tem cabeça mas não pensa! Nunca pensou...
Só ficou muito feliz quando há uns tempos se viu nomeada "Menistra" da Educação...
E disse para consigo:
"Lurdeca!... Venceste na vida... Já podes "orgulhar-te" da tua "carreira"...
Agora, vamos f***** os gajos! (Os "gajos" são os Professores...)

"Exma. Senhora Ministra da Educação
Um dia destes colocaram, no placar da Sala dos Professores, uma lista dos nossos nomes com a nova posição na Carreira Docente. Fiquei a saber, Sr.ª Ministra, que para além de um novo escalão que inventou, sou, ao final de quinze anos de serviço, PROFESSORA! Sim, a minha nova categoria, Professora!
Que Querida! Obrigada!
E o que é que fui até agora?
Quando, no meu quinto ano de escolaridade, comecei a ter Educação Física, escolhi o meu futuro. Queria ser aquela professora, era aquilo que eu queria fazer o resto da minha vida. Ensinar a brincar, impor regras com jogos, fazer entender que quando vestimos o colete da mesma cor lutamos pelos mesmos objectivos, independentemente de sermos ou não amigos, ciganos, pretos, más companhias, bons ou maus alunos. Compreender que ganhar ou perder é secundário desde que nos tenhamos esforçado por dar o nosso melhor. Aplicar tudo isto na vida quotidiana. Foi a suar que eu aprendi, tinha a certeza de que era assim que eu queria ensinar! Era nova, tinha sonhos...
O meu irmão, seis anos mais novo, fez o Mestrado e na folha de Agradecimentos da sua Tese escreve o facto de ter sido eu a encaminhá-lo para o ensino da Educação Física. Na altura fiquei orgulhosa! Agora, peço-te desculpa Mano, como me arrependo de te ter metido nisto, estou envergonhada! Há catorze anos, enquanto, segundo a Senhora D. Lurdes Rodrigues, ainda não era professora, participava em visitas de estudo, promovia acampamentos, fazia questão de ter equipas a treinar aos fins-de-semana, entre muitas outras coisas. Os alunos respeitavam-me, os meus colegas admiravam-me, os pais consultavam-me. E eu era feliz. Saía de casa para trabalhar onde gostava, para fazer o que sempre sonhara, para ensinar como tinha aprendido!
Agora, Sr.ª Ministra, agora que sou PROFESSORA, que sou obrigada a cumprir 35 horas de trabalho, agora que não tenho tempo nem dinheiro para educar os meus filhos. Agora, porque a Senhora resolveu mudar as regras a meio (Coisa que não se faz, nem aos alunos crianças!), estou a adaptar-me, não tenho outro remédio: Entrego os meus filhos a trabalhadores revoltados na esperança que façam com eles o que eu tento fazer com os deles. Agora que me intitula PROFESSORA eu não ensino a lançar ao cesto ou a rematar com precisão à baliza, não chego, sequer a vestir-lhes os coletes. Passo aulas inteiras a tentar que formem fila ou uma roda, a ensinar que enquanto um 'burro' mais velho fala os outros devem, pelo menos, nessa altura, estar calados. Passo o tempo útil de uma aula prática a mandar deitar as pastilhas elásticas fora (o que não deixa de ser prática) e a explicar-lhes que quando eu queria dizer deitar fora a pastilha não era para a cuspirem no chão do Pavilhão. E aqueles que se recusam a deitá-la fora porque ainda não perdeu o sabor? (Coitados, afinal acabaram de gastar o dinheiro no bar que fica em frente à Escola para tirarem o cheiro do cigarro que o mesmo bar lhes vendeu e nunca ninguém lhes explicou o perigo que há ao mascar uma pastilha enquanto praticam exercício físico). E os que não tomam banho? E os que roubam ou agridem os colegas no balneário? Falta disciplinar? Desculpe, não marco ! O aluno faz a asneira, e eu é que sou castigada? Tenho que escrever a participação ao Director de Turma, tenho que reunir depois das aulas (e quem fica com os meus filhos?). Já percebeu a burocracia a que nos obriga? Já viu o tempo que demora a dar o castigo ao aluno? No seu tempo não lhe fez bem o estalo na hora certa? Desculpe mas não me parece! Pois eu agradeço todos os que levei! Mas isto é apenas um desabafo, gosto de falar, discutir, argumentar com quem está no terreno e percebe, minimamente do que se fala, o que não é, com toda a certeza, o seu caso. Bastava-lhe uma hora com o meu 5ºC. Uma hora! E eu não precisava de ter escrito tanto! E a minha Ministra (Não votei mas deram-ma. Como a médica de família ,que detesto, mas que, também, me saiu na rifa e à qual devo estar agradecida porque há quem nem médico de família tenha - outro assunto) entendia porque não conseguirei trabalhar até aos 65 anos, porque é injusto o que ganho e o que congelou, porque pode sair a sexta e até a sétima versão do ECD que eu nunca fui nem serei tão boa professora como era antes de mo chamar! Lamento profundamente a verdade!
Viana do Castelo
Ana Luísa Esperança
PQND da Escola EB 2,3 Dr. Pedro Barbosa"

Abençoada professora!!!
Só que a Lurdeca não entende o que escreveu...
Não entende isto, nem nunca entenderá porque é que foi nomeada "menistra"!...
Só numa tarde de Carnaval, como a de hoje, "isso" poderia ter sucedido...

Uma época festiva!

O Carnaval é intemporal...

Castelo Branco, em 7 de Fevereiro de 1937
.
Setúbal, em 1 de Fevereiro de 2008

O Carnaval em Setúbal... 1

Um Corso bem molhado...
em 25 de Fevereiro de 1968
.
O foguetão do Liceu... desfila na Avenida
.
Mesmo assim, com um mau tempo "impossível" de aguentar, milhares de pessoas deslocaram-se à baixa da cidade para assistirem à passagem dos carros. Deve reparar-se que, lá ao fundo na faixa sul da Avenida, há uma mole imensa de gente curiosa... igual, ou maior do que aquela que vemos em primeiro plano e que se estendia ao longo de todo o percurso.

Outro carro alegórico desfila em frente do Hotel ESperança.

Vemos, a desaparecer à direita, o edifício do Cite Teatro Luisa Todi. O que não vemos ainda, porque não tinha sido ainda construído, é o edifício onde esteve instalado durante muitos anos, o Banco Nacional Ultramarino... Os parques de estacionamento é que já então estavam construídos mas, neste dia, completamente desocupados.


Um carro com uma enorme Ostra e com algumas "pérolas" lá dentro era puxado por um pequeno tractor agrícola...

Ainda não tinha sido arranjado o piso da placa central da Avenida Todi com a "calçada à portuguesa" que lhe conhecemos agora. Notam-se perfeitamenta as "poças de água", autênticos testemunhos da "borrasca" que, horas antes, se havia abatido sobre a cidade.

Será que as obras deste "pífio" Programa Polis que está agora em execução irá manter aquelas "pedrinhas" que hoje já fazem parte da nossa Memória??!!...

E este ano, haverá Corso?!...

As minhas turmas... 7ºB - 1961/62

7ºAno – Turma B
em 1961/62
.
Fui professor desta Turma
em Ciências Naturais
Abílio Mendes Fernandes
Afonso Viegas Correia
António José Nunes da Costa
António Luis Carraça Fernandes de Castro
António Manuel Nascimento Fráguas
Carlos Cardoso Alves
Carlos Fernando Moreira de Carvalho
Custódio Janeiro Santana
Ernesto António Aguiar Fonseca


Fernando José Pádua Marcelino
Francisco Manuel Lopes da Cunha
Jorge Luis de Almeida Serra
José António Correia Barbosa
José António Ribeiro da Silva
José Fernando Araújo Correia
José Luis Soares Garcia Fonseca
José Manuel Belo Varela Castelo
Luis Osório Cardoso Maurício

Manuel António Graça M.Pinho
Manuel Assis Teixeira de Góis
Manuel Parreira Jerónimo
Mário Manuel Santos Piteira
Paulo Guilherme Reynaud Silva
Vitor Manuel Salgueiro Pedroso
Joao José Lima Alves Martins
Pedro Martinho Lima Alves Martins



Foram ainda alunos desta turma, os alunos:
António Herlander Chumbinho
João José de Lima Alves Martins e
Pedro Martinho de Lima Alves Martins

Deixei ainda que assistissem às minhas aulas os alunos:
António Carlos Cabral Graça
Carlos Alberto Gaivéu Vaz
Fidélio José Cavaco Guerreiro
Helder Pedro Valério
Rui Manuel Torres Farinho
Rui Manuel Paninho Souto

01 fevereiro 2008

As Bonecas de Don Flowers

Humor antigo
pela "pena" de
Don Flowers
in revista "Can Can",
em 2 de Maio de 1959

...- Que me pode vender por estas três moedas de cinco escudos?
...- O senhor está a sonhar! Eu nada tenho que possa dar por esse preço!...

Serenata... 14 de Março de 1953

O calendário marcava 14 de Março de 1953 e era sábado... Não havia "fins-de-semana" em Castelo Branco, por essa altura...

Por uma qualquer razão, se é que alguma razão houve... foi combinado um "jantar de confraternização" nessa noite.
Na tasca do Ivo.
Na rua Cadetes de Toledo.
Depois seguiu-se uma Serenata...

Eis uma "tradução" (capaz de ser lida), que figura num "Diário de recordações" escrito por essa altura onde se relatam alguns dos "acontecimentos" que se passaram nessa noite:
"Saí de casa depois do jantar, disposto a ir ao cinema. Nos Cafés encontrei a "malta" do 7ºAno que ia ao "Jantar de Confraternização" e, entre eles, estavam já o Júlio Casaleiro, o Victor Saludes, o Zé Castilho, o João Barata e o Vinagre.
Entusiasmaram-me... e entusiasmei-me! Corri a casa a vestir a minha "capa velhinha" e fui mesmo ao jantar. Embora tivesse já jantado em casa, comi que me fartei! Mas não "entrei no vinho"... Só assim se pode apreciar um bom espectáculo.
A meio do jantar, o Salvado já me tinha contado a vida toda desde pequenino... e já estava um pouco de "olhos brilhantes", mas "se estava assim era para esquecer a Marília"...
No jantar ainda se reuniu muita gente e a noite correu bastante bem.
Foram convidados os contínuos do Liceu que alinharam bem connosco.
Estiveram presentes muito mais de metade dos alunos do nosso 7ºAno. Alunos homens, claro!... As alunas-mulheres, à noite, ficavam em casa, nos lares, a ouvir os "Discos pedidos", na Emissora Nacional...com o Artur Agostinho a comandar.
A meio do jantar fizeram-se algumas fotos, para mais tarde recordar...


Na fila de trás, há 15 "cabeças" que identifico, da esquerda para a direita:

Manuel Nunes Marques, Manuel Barroso, Ilídio da Mesquita Nunes, Armando Lourenço Rodrigues, Francisco dos Reis Ribeiro, António Tavares, Victor Martins da Conceição, António Vinagre, Júlio Casaleiro, Paulo Hormigo, José Castilho Monteiro, jjmatos, João Correia Barata, José Serrano Raposo e António Ramalho Eanes.
Na segunda fila, de pé: Amândio de Azevedo Robalo, António Matias Sequeira, Joaquim Pires Simão, NN, o contínuo Sr.Rolão, o contínuo Sr.Videira, o António Paralta de Figueiredo, o Raúl Capelo, o contínuo Sr. José Carrondo, o contínuo Sr.Dias.
Mais próximo de nós há seis "figurantes":
Em primeiro plano o António Salvado, que também tocava viola e não sabia estar quieto!! Nem para fazer a fotografia... Encobriu assim o "Armandinho das guitarras"
(o Armando Henriques da Conceição) que esteve sentado toda a noite
por um motivo deveras curioso...
Depois aparece o Américo Mendes que tem ao seu lado, meio encoberto
o contínuo Sr.Mário e, à frente, o Joaquim Martins Baptista (viola) e,
finalmente, o "velho" contínuo Sr.Faria.
Ainda estava tudo bem!... Lá mais para o fim foi bem pior...

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No final do repasto e após as anedotas contadas pelo Vinagre que era um "contador" emérito que com facilidade nos punha a rir e bem dispostos, e depois de muita "imperial" (eram as bjekas da altura...) e muitas canecas de tinto, as coisas complicaram-se...
Tanto os guitarristas como os cantores (Vinagre incluído) resolveram que, ao sairem do Restaurante (do tasco!), iriam fazer uma serenata a algumas das nossas colegas.
E a primeira "vítima" foi a Júlia Costa que morava na rua Rodrigo Rebelo, ali mesmo a seguir à estação de camionagem, antes dos "Três Globos".

Em frente da casa da nossa colega Maria Júlia

Na primeira fila: Amândio Robalo, Paulo Hormigo, Raúl Capelo,
José Raposo, Manuel Marques e Castilho Monteiro.
Na fila de trás: o António Matias Sequeira, o António Tavares,
o Joaquim Pires Simão, o Victor Manuel da Conceição (Saludes),
o António Vinagre da Silveira, o Joaquim Martins Baptista, com a guitarra,
o Francisco dos Reis Ribeiro, o Armando Lourenço Rodrigues,
o Paralta de Figueiredo, o António Ramalho Eanes,
o Américo Mendes com a viola e o jjmatos.
Là no meio, com a viola e sentado, o Armando da Conceição.
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"Cantou o Paralta que tinha um "fraquinho" por ela... e o António Vinagre que lhe cantou o "Adeus..." do Francisco José! Isso mesmo... o "Adeus... não afastes os teus olhos dos meus..."
A Maria Júlia, se ouviu... nem deu sinal de si! Foi o que fez de melhor... E, no entanto, a serenata ali correu maravilhosamente bem em comparação com aquilo que sucedeu a seguir quando cantaram para a namorada do Américo, a Fernanda de Oliveira Mendes... Também aqui cantou o Paralta ao qual se seguiu o António Vinagre que, com mais meia hora em cima e uma "digestão atrapalhada", a meio da canção, esqueceu-se que estava a cantar, e começou a comer um papo-seco. Quando lhe veio à mente o que de facto estava a fazer ali começou a rir à força toda. às gargalhadas... e a serenata acabou naquele momento... quase à pancada, porque alguém se lembrou de lhe dizer que ele estava era "grosso"...
O Paulo Hormigo definiu muito bem aquela "pseudo serenata" quando sentenciou:
"Pareciam mesmo uns ceguinhos a tocar e a pedir esmola..."

Talvez fosse porque o Armandinho da guitarra tem estado muito doente, com uma íngua na virilha e não pode andar. Sempre que havia deslocações, ele era transportado aos ombros por dois parceiros, como nas promessas das romarias. Quando se fazia a serenata, um de nós levava um banquinho onde o Armando se sentava pois não aguentava ficar de pé..."

Já não estão entre nós alguns destes nossos colegas de Liceu.
O Américo Mendes, o António Vinagre e o Júlio Casaleiro
já nos deixaram.

Mas nem por isso deixarão de ser lembrados por nós com uma alegria igual àquela com que sempre viveram.