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02 abril 2007

As "garotas" de Bosch Penalva

Capa da Revista "Can Can" nº1. saída
em Lisboa, em 21 de Maio de 1959

Desenho de Bosch Penalva

Em baixo, à esquerda, representava-se um antropófago que, à frente de um panelão enorme, cozinhava um explorador ainda com ar risonho e a dizer:" Se em vez de ti canibal sujo, fosse esta jovem que me comesse..."

Um fim anunciado...


"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse um pouco mais de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo."

Gabriel Garcia Marquez

Um tema actual

O novo Aeroporto

Fique com uma ideia das possíveis localizações!
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As localizações do Novo Aeroporto - in "Público" 02 04 2007

Aqui ao pé... Faias, Poçeirão e Rio Frio. Mais além a Ota.

Adriano Moreira

Adriano Moreira
Em entrevista ao Público
Ontem, 01 04 2007,

às 19h 30m, na RTP2

(…)
Só procuro ter um critério para a política: tentar estar do lado justo..
(...)

Hoje, estou naquela posição de independente dos académicos, mas há coisas que me inquietam muito. Uma delas é sentir que o Parlamento viu a sua credibilidade e respeitabilidade muito afectadas pelas maiorias absolutas.
(...)
A respeitabilidade do Parlamento não foi restabelecida e é grave o divórcio entre a população e o aparelho do poder, tratado na terceira pessoa: "eles". Isso está a agravar-se pelas medidas da União Europeia daquilo a que chamo "políticas furtivas", isto é, aquelas que não têm a participação dos Parlamentos nacionais e não são apreendidas pelos cidadãos. O que se passa é que o Estado evoluiu para a categoria de Estado exíguo, o qual não tem capacidade para realizar todas as finalidades do Estado.
(...)
Um Estado exíguo, mas gastador constitui um paradoxo que só se ultrapassa com dirigentes que falem verdade, que não prometam aos eleitores facilidades, mas façam como Churchill, que apenas lhes prometeu sangue, suor e lágrimas. Temos de ter isso em consideração e lembrarmo-nos de que o problema do divórcio entre a população e os políticos é antiga. Julgo que o primeiro a identificá-la foi Camilo Castelo Branco, em A Queda de um Anjo.

Sentença Judicial

Alagoas, Brasil

"SENTENÇA JUDICIAL DATADA DE 1833

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana, quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e vieram em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante.

Dizem as leies que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que se não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.

CONDENO o cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE.

A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha
Sergipe, 15 de outubro de 1833"

Fonte: Instituto Histórico de Alagoas

01 abril 2007

James Watson

Por convite directo de Leonor Beleza, o cientista norte-americano James Watson vai presidir ao Conselho Científico da Fundação Champalimaud.

James Watson - 78 anos

Está em Lisboa o biólogo americano James Watson que em 1962, conjuntamente com Francis Crick, ganhou o prémio Nobel da Medicina por terem ambos descoberto, em 1953, a Estrutura da Molécula do Acido Desoxiribonucleico, o célebre DNA de que tanto se fala agora…

Os laureados do prémio Nobel de 1962 durante um cocktail em Estocolmo, pouco antes da entrga dos prémios. Da esquerda para a direita M.Wilkins, o escritor John Steinbeck, J.Kendrew, M.Perutz, Francis Crick e James Watson.
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De 1950 a 1953, Watson trabalhou no Laboratório Cavendish, da Universidade de Cambridge, com o biofísico britânico Francis Crick.

James Watsom - nos anos 50

Em 25 de Abril de 1953 é publicado na revista Nature, em uma página apenas, o trabalho de ambos em que explicam as suas ideias sobre a Estrutura do DNA.

Faltavam uns meses para terminar o meu 7ºAno e recordo vagamente de ter ouvido uma referência a tal feito, pela nossa Professora de Ciências Naturais, Drª Julieta Neves, que tinha tanto de “embirrante” como de excelente e actualizada professora!... Só anos mais tarde me apercebi da importância que tinha a informação que nos transmitiu naquele final de ano… e final de Curso Liceal, no Liceu de Castelo Branco.

Muitos anos mais tarde, todas estas teorias “aterravam” nos programas de Biologia dos Cursos Secundários, do 10ºAno e do 12ºAno e, a partir daí as moléculas de DNA, de RNA e a síntese das moléculas proteicas que delas podiam surgir… foram quase “banalizadas”.


Francis Crick - nos anos 50
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Francis Crick faleceu em 28 de Julho de 2004, com 88 anos, vítima de cancro, em San Diego, na Califórnia. Tinha 37 anos quando publicaram o trabalho que esteve na base do Nobel. Watson era bem mais novo… tinha apenas 25 anos! Está agora em Lisboa e tem 78 anos.

31 março 2007

Escrito na Pedra

No "Público", esta manhã:

“Posso perdoar Alfred Nobel por ter inventado a dinamite, mas só um diabo em forma de gente podia ter inventado o Pémio Nobel.”

George Bernard Shaw
Escritor 1856-1950

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Uma Equipa de Futebol - 1969

Liceu Nacional de Setúbal
Futebol 1969


No meio de tantas fotografias, uma veio parar à frente dos meus olhos com uma imagem que eu penso reportar-se a 1969.
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Nela se mostram os alunos de uma equipa do Liceu, no início de mais um jogo contra os alunos da Escola Técnica.
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Não arrisco muito se disser que a data desta fotografia recaiu num dia “Primeiro de Dezembro”…

Conheço a maior parte dos nossos alunos ali presentes. De alguns, porém, não consegui chegar ao nome… A minha memória é boa, mas... será melhor não abusar!

Deste modo resolvi pedir o auxílio de um dos presentes na fotografia que fez o favor de coligir alguns dos nomes que estavam em falta na minha memória. E foi assim que, hoje de manhã, o Luís Dâmaso me entregou a “lista” com o resultado da tarefa de que o havia incumbido. Obrigado, Luís!
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Entretanto, continuei a fazer as devidas pesquizas à volta da dita fotografia e descobri a data exacta em que ela foi tirada!
Na verdade, no jornal "Setubalense", saído na tarde da 4ªfeira, dia 10 de Dezembro de 1969, podia ler-se a notícia que a seguir transcrevo:
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"Futebol escolar
A Escola Técnica voltou a ganhar ao Liceu e, desta vez, por 3-1.

Teve larga presença de público o segundo jogo disputado na 2ªfeira (8 de Dezembro) entre o Liceu e a Escola Técnica, a favor da Iluminação do Estádio do Bonfim.
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Os pupilos do Prof. Domingos do Rosário denunciando melhor condição técnica e mais ligação entre os diferentes sectores, venceram o grupo do Liceu, sem que todavia os alunos do Dr. Matos tivessem constituído um adversário fácil.
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Inaugurando o marcador no 1ºtempo, os rapazes da Escola Técnica foram obrigados a consentir a igualdade. Só quase ao findar a primeira parte a igualdade se desfez.
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Na segunda metade, a Escola aumentou a vantagem mas os futebolistas do Liceu poderiam ter conseguido um resultado mais jeitoso.
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Os Grupos alinharam com as seguintes formações:
Liceu:
António, Ramos, L. Martins, Chico e Caleira; Daniel e Picanço; Júlio, J. Carlos, Branco e Lourenço.

Escola Técnica:
Pombo; Galinha, Praxedes, Moreira e F. Jorge; Leonardo e Henrique; Juvenal, Rosa, Garrudo e Zézé.
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Manuel Manita dirigiu o jogo com autoridade e competência."

(Não apontei, na altura em que recolhi este breve apontamento sobre as actividades do Liceu, o nome do jornalista do "Setubalense" destacado para a cobertura do encontro… Talvez tenha sido o João Lúcio.)
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Como o próprio texto deixa prever, teria havido, oito dias antes, em 1 de Dezembro, o primeiro dos dois encontros tradicionais entre o Liceu e a Escola Técnica.
E sobre este encontro, o jornal nada refere. Mas o Liceu teria perdido também...
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Após a determinação da sua data, podemos ver agora a fotografia que está na base desta "momentânea paragem no tempo", na tarde do dia 1 de Dezembro de 1969.
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A equipa de futebol do Liceu de Setúbal

Estádio do Bonfim, em 1 de Dezembro de 1969

Conseguimos identificar quase todos.
Da esquerda para a direita;
Na 1ªfila: Júlio Carlos Silva (Jucá), João Carlos Gonçalves (uma saudade!...), NN, João Branco, Luís Dâmaso e Daniel (Danny)
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Na 2ªfila: o Caleira Canto (outra trágica saudade...), o Francisco Domingues Rocha, o Luis Martins, NN, o José Carruna, o Carlos Jesus, o Dr. Salvador Ricardo da Costa e o Bronze.

.A notícia do dia 10 de Dezembro refere-se ao jogo da 2ªmão, no segundo feriado de Dezembro que, naquela ano, calhou a uma Segunda-Feira.

.Consegui localizar, aqui nos meus arquivos, outras fotografias que devem referir-se ao jogo citado pelo Reporter desportivo no "Setubalense" do dia 10.

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A Equipa do Liceu Nacional de Setúbal - 08.12.1969

Na 1ªfila: NN, Julio Carlos Silva, Borrego, Constantino Teles,NN, Luís Dâmaso e NN.
Na 2ªfila: Caleira Canto, João Silva Duarte, João Branco, Luís Nascimento Martins, João Carlos Gonçalves, José Carruna, Francisco Rocha e Bronze.
É uma equipa um pouco diferente da anterior... Deviam ter entrado os suplentes!...
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O "Luís Filipe Scolari" da altura...não era brasileiro. Se bem me lembro era um tal "jjmatos"...que "assinou contrato" apenas por uma época...
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Ei-lo, no banco, tendo ao seu lado direito o Danny, o António MIranda Cruz e, lá ao fundo, o José Augusto Santana.

O "seleccionador" e os alguns "suplentes"...

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Um outro aspecto do banco, provavelmente no intervalo do jogo. Não tenho elementos para afirmar se este "banco" diz respeito ao jogo do dia 1 de Dezembro ou se ao que se realizou uma semana depois, no dia de Nossa Senhora da Conceição.

Dá para reconhecer, da esquerda para a direita, o Luís Manuel Correia Sancho (não equipado), o Carlos Jesus, o Bronze, o Luís Dâmaso e o guarda-redes José Carruna.

Serão bem vindas todas as possíveis correcções que haja a fazer relativamenta aos nomes e às datas que aqui deixamos. A memória é curta e não chega a todo o lado... Mas o que aqui fica já tem o seu interesse!

# 0 0 #

Adenda escrita em 2 de Abril de 2007:

Vim a saber, pela "memória" do Nelson Mota e do Constantino Teles, que as duas fotos que em cima representam as duas equipas do Liceu de Setúbal, ficaram com as datas trocadas!... Mea culpa...

É o Nelson quem me corrige, numa nota que hoje me enviou:

"Dr. Matos
A equipa em que aparece o Constantino Teles, aluno do 7ºC, refere-se ao 1ª Jogo.
A minha afirmação justifica-se, porque o Teles foi agredido por um aluno da Escola Técnica quando marcou o golo do Liceu.
Lembro-me, porque ele andou lesionado numa costela, de forma a dar “cabo da cabeça” à nossa professora de matemática, durante vários meses, alegando que tinha dores e não se podia concentrar para estudar..."

...A DrªCelestina Azevedo era muito boa Senhora e acreditava em tudo o que lhe diziam!...

30 março 2007

A frase do dia...

De Jean-François Leroy
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"Não quero viver num mundo onde o casamento entre Bruce Willis e a Demi Moore seja mais importante do que a guerra no Iraque ou a fome no Darfur".

(no "Público", hoje)

O Clube Setubalense

"Dar incremento à Civilização!..."


O Clube Setubalense - Avenida Luisa Todi
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O Clube Setubalense já não é o Clube que eu conheci em tempos…
Não admira que muitos sócios como eu se tenham afastado do interior das suas paredes… sem nunca, no entanto, se alhearam daquilo que por lá de passa… As coisas passaram a ser feitas e realizadas para “prestígio pessoal”, por pessoas que passam a vida a gritar: “Estou aqui!… Estou aqui…”, que gostam de ver o nome em letras “gordas” nas notícias do jornal… O resto pouco lhes interessa…
Correríamos o risco de nos cansar se enumerássemos a série de “disparates” que têm sido cometidos ao nível da Direcção daquela Casa… Desde a tentativa de cobrança de um “ano de cotas”, coercivamente, através de um cobrador, a sócios que já as haviam pago, adiantadamente, há muito tempo… até à “transformação” da cozinha numa “casa de banho” que, durante 7 (sete) semanas manteve o “chuveiro” aberto com a queda contínua de água putrefacta do teto para baixo… Naquele local, o funcionário só se poderia deslocar de guarda-chuva aberto… Podemos imaginar as condições de higiene com que eram servidos os sócios quando utilizavam os serviços do balcão…
Não sei se já teriam começado as obras… mas já não seria sem tempo!...
Para culminar, dei agora conta de uma outra situação que me parece ser também de grande gravidade…
Porque tive a curiosidade de consultar os Estatutos, acedi ao “site” que o Clube Setubalense mantém na Net. E depois de saciada a minha curiosidade primária, percorri o “site” para me inteirar de algumas das realizações que por ali se têm levado a cabo.
Qual não é o meu espanto quando deparo com uma Página dedicada à Secção de Bridge, com notícias já um tanto “requentadas” referentes a 2004, anunciando os próximos torneios… até ao fim daquele ano.
A “página” termina com uma “Reportagem Fotográfica”, de um “artista” que assina com as iniciais LB e que mostra uma “mesa de pano verde” com quatro jogadores e dois “mirones” de pé.
A fotografia não tem legenda. Mas foi-lhe dado o título “X Festival Cidade de Setúbal 20/21 de Setembro de 2003. Reportagem Fotográfica: LB

Ora bem! Aquela fotografia mostra a qualquer pessoa ligada ao Clube Setubalense, por mais ignorante que ela seja, que todas as pessoas envolvidas naquela fotografia são todas elas por demais conhecidas naquela Casa, para que o Clube Setubalense as mantenha todas, vivas e a jogar numa mesa de bridge, na data que se sobrepõe àquela fotografia!!
Todas elas já faleceram… e apenas uma, o Eng. Catela das Neves vivia ainda àquela data!
O Milagre da Ressurreição deixou de ser apenas atribuído a Cristo e… a Lázaro!
Por obra e graça da Direcção do Clube Setubalense, outros nossos Amigos ressuscitaram… para se sentarem a uma mesa de um torneio, no Salão de Festas da Sede do Clube, no dia 20 ou 21 de Setembro de 2003!...

E não me digam que foi uma “gralha” tipográfica… como é hábito dizer-se em situações semelhantes… Aposto que o “artista” que assina a reportagem fotográfica até se “esqueceu” da data daquele torneio em que fotografou o Dr.Moreira e o Coronel Jacinto Frade… Uma falha na sua memória vai impedi-lo de localizar a data… e o negativo da foto que apresenta também não vai aparecer!!!... A gente “desculpa”! Os sócios do Clube são pessoas tolerantes e desculpam “gralhas” destas que acontecem a muito boa gente… e até à Direcção do Clube Setubalense que permite "situações" destas, dentro das suas "paredes" e no site oficial de uma casa centenária e respeitável!...
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Mas há "coisas" que não podem ser toleradas! Voltaremos ao assunto...

Pensamento do dia

"Não existe escuridão no planeta que possa apagar a luz de uma vela."

29 março 2007

As armas e os barões

Público
29 03 2007
Constança C.S.


Constança Cunha e Sá

(...)"Como algumas sondagens se encarregaram de mostrar, a ideia peregrina de que o salazarismo ressuscitou por obra e graça de uma maioria silenciosa e descontente não resiste às regras de qualquer estudo de opinião. Em contrapartida, floresce através do espectáculo e ganha um peso acrescido com a sua própria mediatização. Para além das deficiências do voto por telefone, sobra a indesmentível vitória de Salazar, numa espécie de eleição popular, onde a televisão dita as suas regras e cria a sua própria realidade. Desvalorizar essa realidade, por pouco rigorosa que ela pareça, é não perceber uma sociedade que se transformou num espelho do que lhe é apresentado diariamente pela comunicação social.
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Ao contrário do que tem sido dito, o carácter primário do exercício não o transforma automaticamente num acontecimento pueril que não merece o favor de uma análise ou o desperdício de uma crítica. Não é impunemente que a televisão, nomeadamente a televisão pública, elege Salazar como o maior português de sempre, espatifando de uma só penada o único interdito que tinha sobrevivido à Revolução. Nesse sentido, e como referiu, com particular lucidez, Eduardo Lourenço, o concurso da RTP, esse "mero" entretenimento foi, de facto, "a morte simbólica do 25 de Abril".
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Houve quem visse neste resultado um voto de protesto contra as deficiências da democracia e o irremediável atraso em que vive o país. (…) Para outros ainda, é a confirmação de um lamentável sistema de ensino que dificulta o conhecimento da História e das suas principais personagens. Tudo isto poderá explicar, em parte, o significado de uma votação que contraria as certezas da Revolução e põe em causa os valores do 25 de Abril.

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Não convém subestimar a ignorância em que viceja o sucesso de qualquer concurso televisivo. Mas a verdade é que, há muito, que os nossos heróis deixaram de ser o que eram. Num país que não se distingue pela arte ou pela filosofia, os heróis que existem são essencialmente os heróis da expansão ultramarina: os precursores do império, os que se aventuravam para além da "Taprobana", os que deram "novos mundos ao mundo", os que, ali, ao leme, representavam um povo que queria "o mar que é teu".
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Durante séculos, festejámos a saga dos Descobrimentos, a astúcia de D. João II, os horizontes do Infante D. Henrique, as caravelas de Vasco da Gama e a epopeia de Luís de Camões sobre "as armas e os barões assinalados".
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Se o 25 de Abril associou esta saga à propaganda do Estado Novo, limpando os manuais escolares de qualquer aventura imperial, o "fardo do homem branco" e o remorso do colonialismo fizeram o resto, deixando-nos um passado limpo de heróis e dos seus feitos gloriosos.

(…) Ainda há pouco tempo, uma sondagem (que resplandecia rigor científico) revelava que a maioria dos portugueses gostaria de ser... espanhola.

Jornalista

A referência

Público
29.03.2007,
Helena Matos


Helena Matos

(…) Mas lastimável porquê? A reportagem era uma sóbria e exaustiva descrição de factos. O que está por trás deste "lastimável" usado pelo primeiro-ministro ou das teorizações sobre o "jornalismo de sarjeta" feitas pelo ministro Santos Silva são concepções da comunicação social como factor de desestabilização. Isto nada tem de novo. Antes pelo contrário, este retrato da comunicação social é talvez o denominador mais comum a todos os grupos sociais, políticos e económicos ao longo de todo o século XX.E sobretudo a maior parte dos portugueses, políticos e não políticos, continuam a identificar-se com declarações como a seguinte, feita por Salazar, em 1937, ao escritor francês Max Fischer, que o interrogara sobre a censura:
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"Essa impressão de asfixia que se sente, quando um homem, por uma razão qualquer, se lembra de pôr-nos a mão na boca, é horrorosa! Nunca tolerarei que a censura barre o caminho a estudos de ciência, obras de arte, filosofia ou literatura (com excepção, naturalmente, de livros voluntariamente imorais ou pornográficos)."
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(...) Mas é preciso não pensar em conceder a mesma licença a certas estreitas discussões políticas e libelos e polémicas, nas quais as injúrias substituem os argumentos."Adapte-se a linguagem aos dias de hoje, não se diga quem é o autor da frase e muito boa gente assinaria por baixo."

Como é óbvio, o poder raramente se interessa pelas publicações mais marginais e até convive bem com a chamada imprensa sensacionalista ou popular. As notícias só o são de facto quando chegam ao chamado jornalismo de referência.
(…)
O problema não é que o Tal & Qual revele, como revelou, que na Casa Pia se praticavam abusos sobre os menores ou que os jornalistas do Tal & Qual escrevam que no arquivo Mitrokhin existem referências a políticos portugueses de vários quadrantes que transmitiram informações aos serviços secretos soviéticos, até 1984, a troco de dinheiro e favores sexuais.
O problema é quando esses assuntos chegam às capas do designado jornalismo de referência.
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(…) Na imprensa de referência só se assaltam bancos. Não se assaltam pessoas. Só morrem modelos por anorexia. Jamais se fala dos taxistas que levam facadas... E, claro, não se investiga o currículo de um líder mas enchem-se páginas com as guerras pela liderança de qualquer distrital partidária. Realmente é lastimável!

Banda desenhada

As "bonecas" de Vilhena
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A capa do "Mundo Ri" nº 112

Saído em Novembro de 1961
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Vilhena, natural do Fundão, é actualmente um "velho devasso"... que há 45 anos já tinha uma "produção independente", imprimindo directamente nas oficinas do Jornal do Fundão, toda a sua "produção literária"... Era considerado já então um autor "profundamente ordinário"! Mas vendia como poucos... A sua "fama" refinou com a idade e com o passar dos anos...

Um "auto-retrato" de José Vilhena.

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Ele tem a exacta consciência daquilo que é! Um autêntico "troglodita"...
Um "troglodita" cheio de valor artístico e com um traço inconfundível!
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Eis algumas das suas "piadas" transformadas em "letra de forma"...Algumas bem ordinárias!...
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ACONTECEU EM FEVEREIRO
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2 de Fevereiro de 1938 - Dá a sua primeira queca, numa casa de putas de Krakow, o jovem Karol Wojtila, que viria a ser o papa João Paulo II. Tendo-se rompido a camisa de Venus, que nesse tempo eram fabricadas pela Michelin, ficou tão traumatizado, com receio de apanhar uma blenorragia, que não só nunca mais fodeu com camisa como proibiu esse artefacto a todos os católicos, proibição que ainda hoje se mantém.

4 de Fevereiro de 1872 - Maria Severa completa 15 anos e a madrinha põe-na a fazer o trottoir entre a rua da Palma e o Intendente.

5 de Fevereiro de 1930 - O Beato Padre Cruz faz o seu primeiro milagre, conseguindo que o rápido Lisboa Porto, onde viaja, chegue à tabela a S. Bento.

6 de Fevereiro de 1993 - A conhecida astróloga Maya prevê, com dez anos de antecedência, que prestigiadas figuras do nosso jetset seriam incomodados pela polícia por causa dos prostitutos da Casa Pia.

8 de Fevereiro de 1148 - Entra em Lisboa e começa a frequentar os bares do Cais do Sodré, um playboy nortenho de nome Afonso Henriques que, entre as raparigas, ficou conhecido por «O Conquistador».

12 de Fevereiro de 1939 - Na presença do Prof. Salazar, é cantada, em S. Bento, pelas alunas do Liceu Maria Amália, a hilariante marcha da Mocidade Portuguesa «Lá Vamos Cantando e Rindo», que também faz rir o sisudo ditador.

15 de Fevereiro de 1385 - Seis séculos antes de Pinto da Costa, o grande Nuno Álvares Pereira consegue seleccionar e mentalizar a sua equipa e vence brilhantemente os espanhóis em Aljubarrota.

17 de Fevereiro de 1412 - Depois de um violento assédio sexual, Romeu consegue meter-se na cama de Julieta, tirando-lhe os três, com grande desgosto das famílias de ambos. Mal imaginavam os jovens amantes que essa foda lhes iria custar a própria vida.

20 de Fevereiro dé 2.285 (antes de Cristo)- Tur-Akon, faraó do Egipto, tem o famoso sonho das vacas magras e das vacas loucas.

21 de Fevereiro de 1928 - Eva Duarte, conhecida como Evita, vai para a cama, pela primeira vez, com o coronel Juan Perón numa casa de putas de Los Toldos e pega-lhe uma camada de chatos argentinos, os mais assanhados da América do Sul.

16 de Fevereiro de 1940 - É atribuido a Adolfo Hitler, pela sua justa luta contra o imperialismo judeu, o «Prémio Lenine da Paz»

28 março 2007

Vai na brasa de lambreta...

António Gedeão

Poema da Auto-Estrada

Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.

Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.

Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio não é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pelo cintura.
Vai ditosa, e bem segura.

Como rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demónio com asas.

Na confusão dos sentidos
já nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
são ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.

Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa de lambreta.

in "Máquina de Fogo", 1961

27 março 2007

Um email precioso...

Maria Isabel Ruivo Gomes da Silva
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Publiquei esta manhã a "reportagem fotográfica" da Visita de Estudo de Geologia, em Novembro de 1969... e já recebi mensagens sobre o "acontecimento"!
Primeiro foi o Nelson Mota e depois, logo a seguir, apareceu o mail do Jorge Ruivo.
Sensibilizaram-me ambos... Foi a Isabel, a prima do Ruivo, que contactou a seguir. E ela deixou-me "atordoado" com aquilo que escreveu!
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A aluna do 7ºAno, no Liceu de Setúbal

Em 10 de Novembro de 1969

><
20 Anos depois... na Reunião de Curso

Em 10 de Fevereiro de 1990

>< Vou deixar aqui um apontamento meu e o texto da mensagem da Isabel. Sem comentários... Comentários para quê?!...

Valeu a pena ter sido Professor!
O estado de alma que se apodera de nós ao receber “mensagens” como esta, que acabo de receber da Isabel Gomes da Silva, apenas nos confirma que, apesar de todos os sacrifícios passados, VALEU A PENA!
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O mail da Isabel:

"Professor JJMatos

Foi com emoção e muita saudade que li este post depois de me mandarem o link do seu blog… Não pode imaginar as recordações e a nostalgia que se apoderou de mim… Foi um dia que nunca esqueci, até porque visitas de estudo naquele tempo eram novidade, um belo dia por sinal...cinzento? não me lembro..para mim foi um dia radioso..Foi o primeiro dia em que vesti calças!! Que envergonhada estava...Hoje temos bastante em comum...também sou professora de Física e Química e adoro fotografias…
Obrigada e bem haja.Um beijo do tamanho do mundo

Isabel Gomes da Silva

PS- Tentei introduzir este comentário no seu blog, mas não consegui...como queria muito agredecer-lhe resolvi mandar por email
Obrigada por tudo!! "

Já passaram "alguns" anos...mas acho que
VALEU A PENA, ISABEL!

Uma Visita de Estudo

Arrábida - Sesimbra - Espichel - Aldeia do Meco
10 de Novembro de 1969
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Estava uma manhã desagradável, cinzenta, fria e ventosa… pouco propícia para fazer uma Visita de Estudo que vinha sendo preparada há muito tempo para os meus Alunos do 7ºC
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Sempre houve uma tendência para os alunos escolherem os seus lugares de viagem bem lá para o fundo do autocarro... Em primeiro plano, o auxiliar do Laboratório, Vitor Gaspar.
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Dois bons Amigos, dos tempos da Faculdade de Ciências de Lisboa, aceitaram o meu convite para acompanharem os nossos alunos e poderem assim explicar-lhes, muito melhor do que eu o poderia ter feito, todos os aspectos geológicos da área escolhida para a nossa Visita de Estudo. Eram ambos Professores de Geologia na Faculdade de Ciências, ainda na rua da Escola Politécnica.

Os Profs.João Telo Pacheco e Carpinteiro "desempenharam a sua função" com os melhores resultados.
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Nas pedreiras da Sécil, ainda aqui bem perto, o Prof.Telo Pacheco, empoleirado nas margas, retira algum exemplar para mostrar depois aos alunos.
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De perfil, com óculos, conversando com o António Piedade, o Prof. Carpinteiro debita ensinamentos. À direita, sempre folgazão, o Luís Cândido Meneses segura um "bajolo" com o "amen" do António Galhofas Marques que me parece segurar também "um quilo de margas"...
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Já em Sesimbra, com os "techenitos" lá ao fundo, meio submersos numa possível maré cheia, parece reinar a boa disposição. Reconhecemos o Prof.Telo Pacheco rodeado pela Helena Gonçalves, o Carlos Setra, o Galhofas Marques, e o João Luciano Miranda Duarte. Ao lado do Prof., o Luz Piedade.
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Em certa altura, foi o tempo das "fotografias para a posteridade"...
Parece que já chegámos à... posteridade! É tempo de as mostrar...
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Reconheçam-se, Amigos!... Não vou escrever aqui os vossos nomes!
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A Eduarda Gameiro também registou algumas imagens. Gostaria de poder vê-las ao fim destes anos todos! Quem contacta com ela?

A Eduarda Gameiro regista o momento, mesmo em frente do antigo Hotel Espadarte.

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Agora, as fotografias por sectores:

A Isabel Gomes da Silva e a Clotilde Dimas

Em primeiro plano, o Paulo Bordeira, a Helena Rosário e a Isabel Gomes da Silva. Lá atrás, o Pedro Alves da Silva.
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A Graça Araújo Teixeira, a Clotilde Dimas, o Carlos Setra e o cachimbo do Paulo Bordeira

. Maria da Graça Araújo Teixeira... Uma saudade!...

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O Francisco Domingues da Rocha, a Eugénia Gameiro, o João Luciano Miranda Duarte, o Nelson Mota, o Luís Manuel Sancho e o Rosado Parreira.

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A Maria Arlete Horta, a Manuela Pires da Silva, a "Chefe Exemplar" Joaquina Preguiça, o Constantino Teles e o Luz Piedade.

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O meu colega Josevino Ferreira foi o Professor que me acompanhou nesta Visita de Estudo. Aqui o vemos acompanhado pelo Pires de Carvalho (um "pendura" que não foi meu aluno neste ano lectivo), pela Arlete Horta (de que só se ve a fita do cabelo...), pela Conceição Silvestre, pela Isabel Gomes da Silva, pela Clotilde Tavares Dimas e pela Graça Araújo Teixeira. Desde esta época que não vejo o Josevino que foi um bom professor e deixou saudades no nosso Liceu.

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À cata de fósseis...
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Uma autêntica "cimeira", com os Professores Telo Pacheco, Josevino Ferreira e Carpinteiro. No meio deles... o Luís Cândido Meneses, descontraído e... um ar de gozo...
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No Cabo Espichel com o Telo Pacheco, a Manuela Pires e o Galhofas Marques bem visíveis.
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Josevino Ferreira e Telo Pacheco em conversa com alguns alunos
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Na descida para Sesimbra, visitámos o Vale Tifónico ali existente, como resultado de fenómenos de diapirismo. Os alunos recolheram bastantes cristais de Gesso e de Pirite que ali aparecem associados.

26 março 2007

Os recitais da Pro-Arte

No dia de Ano Novo, em 1949, o Semanário Regional "Beira Baixa" anunciava para 5 de Janeiro a realização de um Recital de Poesia pelo poeta e declamador Vasco de Lima Couto.

Do Programa constavam as seguintes Poesias que iríamos ouvir:
"Cantiga partindo-se" de João Ruiz
"Alma minha gentil" de Camões
"Já Bocage não sou" de Bocage
"Ser poeta" de Florbela Espanca
"Corvo" de Alan Poe
"Remorso" de Pedro Homem de Melo
"Prece" de Miguel Torga
"Tríptico da Raça" de António Boto
e ainda Poemas de Augusto Gil, António Nobre, Sofia de Melo Breiner, António Manuel Couto Viana, Frade correia, e Eugénio de Andrade.

Lembro-me que foi um êxito e Vasco de Lima Couto obrigou-se a alguns "encores" no final... A lembrança diluida que tenho deste acontecimento leva-me a "ver o Poeta declamador" no palco do antigo Cine Teatro Vaz Preto... mas não posso afiançar!




O edifício do Cine Teatro Vaz Preto numa foto de J.P.Barata (?)

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Tudo leva a crer que assim fosse pois, passadas três semanas, a mesma "Beira-Baixa", anunciava, no dia 22 de Janeiro, que estava a ser constituída uma sociedade por acções para a construção e a exploração do Cine-Teatro Avenida. As Acções seriam de 1000,00 Escudos, em títulos de 10 acções e o capital social, de Esc. 3.000.000,00, podia desde já ser subscrito nos escritórios dos advogados Dr.Frederico da Costa Conde e Dr.José Ribeiro Cardoso. Menos de 500.000,00 ficavam reservados ao público em geral.
O Cine Teatro Avenida de Castelo Branco ( O Cinema Novo) estava a dar o seu "pontapé de saída".
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Daqui se conclui que Vasco de Lima Couto teria dito as suas poesias naquela casa...
Uma outra alternativa teria sido a actual Biblioteca na Praça Velha, mas... embora lá tenha assistido a bastantes espectáculos deste género, julgo que naquele ano a Biblioteca ainda não funcionava ali...
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A ainda actual Biblioteca de Castelo Branco.
Esta fotografia foi obtida na noite de 15 de Março de 2001
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Espero que algum Amigo se lembre desta época um pouco melhor do que eu...
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A nova Biblioteca
Esta foto da futura Biblioteca foi obtida em 16 de Maio de 2006
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Segundo palavras recentes do presidente Joaquim Morão, a nova Biblioteca deverá abrir dentro em breve. Já em Abril, dentro de dias portanto, deverá ser inaugurado esse Centro de Cultura, belamente situado no coração da Cidade, nos terrenos que foram do Quartel de Cavalaria, no Centro Cívico de Castelo Branco.

25 março 2007

Conhecei de tudo, e guardai o que é bom!

Há uns meses, não posso afirmar quantos, recolhi via Internet, um apontamento que vejo todos os dias, na secretária onde passo sentado dias inteiros… escrito a lápis, meio sumido, numas folhinhas de papel. Já nem me lembrava do que ali estava guardado mas, desta vez, dei comigo a reler aquelas linhas, o que fiz com algum esforço… de tão “sumidas” que estavam.
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Por coincidência, ou desígnio do acaso, tinha também acabado de receber um mail bem bonito enviado por pessoa Amiga, cuja mensagem se resumia a um conceito bem simples: “Não deixes para amanhã tudo aquilo que podes fazer hoje… pois pode não haver amanhã!”
É uma mensagem muito bonita e cheia de verdade…
O amanhã pode não acontecer! … e depois já não há remédio…
Na verdade, cada dia que vivemos é uma ocasião especial…
…mas há coisas que não podemos deixar de guardar para outro dia…”
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A leitura do texto que jazia a meu lado, escrito a lápis e já muito sumido pelo tempo…, parece enquadrar-se muito bem com o desta mensagem que recebi e a que deram o título: “Para alguém muito especial”.
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Tentei “traduzir” o texto escrito a lápis, o que me deu algum trabalho e alguma perda de tempo…
Mas fi-lo já!... Não adiei a “tradução” para “um dia destes…” pois pode “não haver outro dia”… ou ser tarde de mais nessa altura!


"Conhecei de tudo, e guardai o que é bom!" disse Paulo, portanto repasso a sua critica:

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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
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Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
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Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
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Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo, enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
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Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
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Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
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O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais.
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As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
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Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças, significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
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Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
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Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
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Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor.
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Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
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Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
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Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
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Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante! Encerrando ciclos, não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
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Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és....
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E lembra-te:
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”
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Fernando Pessoa

24 março 2007

Pensamento do dia


"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores...
Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

Venicius de Morais

As minhas fotos preferidas

Maria Dahl e a Nikon

Foto obtida em 6 de Fevereiro de 2000

23 março 2007

Pensamento do dia


"Podes continuar a exceder as espectativas, mas a tua avaliação depende sempre da competência de quem avalia."
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Os Livros de Despedida - 1951

O Curso de 1950/51
A Fotografia
Vamos identificar apenas os Professores, todos eles sentados na primeira fila:
Dr. Gomes Pina, Dr.José Nunes Parro,Dr. Lobato de Faria, Drª Maria Augusta de Carvalho, Profª Maria Sofia de Vasconcelos Guimarães (Riba Tâmega)Pinto Cardoso, Dr. Eduardo de Almeida Esteves, NN, DrªJulieta Neves, Padre Aurélio Escudeiro, Dr. Manuel Duque Vieira e Dr.Catana Diogo.
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A capa do Livro

De entre os "poetas", que foram muitos, podemos destacar o Fernando Chambino, o Torgal Mendes, a Celeste Catana e o José Pires Lourenço.
É o traço inconfundível do Adelino Robalo Cordeiro que se vê nas caricaturas...
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Maria Stella Prata da Silva Monteiro
Tanto barulho,
Que chinfrineira,
Que sarrabulho,
Que escandaleira!
Que é isto,
Que se ouve
A gritar,
A berrar,
A correr?
É ela
A Stella!
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Luis Carlos Calheiros Veloso Sampaio
O "laranjinha"
Sabe dançar como poucos
Fala de qualquer maneira
Mas quando abre a sua boca
Entra mosca ou sai asneira!!!
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Afonso Mendes Prata

Então! Não sabem quem é?
Mas o quê? Ainda não?
Perguntem a São José
Ou sigam p’ra São João.

.José Roseiro Duarte

Tem uma poupa no alto da cabeça,
Majestosa, bela, imponente;
Quando passa com “ela” na rua
Faz virar a cabeça a toda a gente…

.José dos Santos Carreto Curto

Vive no mundo dos sonhos
Sem nada o preocupar
Gostando de se divertir
Principalmente a dançar.

.Maria Esmeralda Niza Vaz

Sabem quem é a pequena?
Já a vou apresentar:
É, por certo, a mais morena
Que ao Liceu veio a parar!

.Maria José Duarte de Oliveira Salavessa


Lá por ela ser pequena
- Que não haja confusões -
É finalista a morena
Que às vezes… sabe as lições!

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José Pires Lourenço


Corações abandonados,
Espíritos angustiados.
Indícios de tragédia,
Desordem e confusão.
Deixa o Lourenço ao partir
Contente com a média
- Nada mais o preocupa –
Singrar na vida, sempre a subir.