31 julho 2015

Dou-lhe as rosas...

... num poema que
Pedro Homem de Mello
deu o nome de
Espera.
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Pedro Homem de Mello
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Espera

No momento em que chegasse
Sei lá bem como seria!

De longe, traço-lhe a face, 
Dando-lhe os olhos do dia...

Dou-lhe os cabelos do vento!
Dou-lhe os olhos das estrelas!

Dou-lhe as rosas com que tento
embriagar-me, ao colhe-las...

Mas nem que, dentro de instantes,
Me desiluda a mentira,
Lembro alguém, maior que dantes,
Porque, sonhando, respira...
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Pedro Homem de Mello
in. "As perguntas indiscretas"
1968

30 julho 2015

Escrito no vento...

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"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem ser inteligentes, até as ouvirmos...!"
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autor desconhecido
sec. 21

29 julho 2015

20 anos depois...

... os finalistas de 1952/53 do Liceu de Nun'Álvares
voltaram a reunir-se em Castelo Branco.
Foi no dia 1 de Junho de 1973.

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No átrio do Liceu e após uma ausência de vinte anos, a nossa colega Ilda do Carmo Silva é "apresentada" pelo jjmatos, ao nosso professor de Desenho, Dr.José Nunes Parro, o único professor ainda na activo, em 1973. À direita, o Domingos Morgado Duarte, o Vicente José Sanches Vaz Pardal e o Luís Marçal Grilo assistem à "cerimónia"...

28 julho 2015

Este é o tal...

... deputado que não esquecemos! Dá pelo nome de Carlos Peixoto.
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O "laranjinha" Carlos Peixoto,
um "belo chamariz ao voto" na coligação...
Não há dúvida!!!...


Este é o deputado laranjinha Carlos Peixoto, que, como foi ontem anunciado, lidera a lista da Coligação PAF (Portugal à Frente, a coligação PSD/CDS) pela Guarda. É o tal que há dois anos chamou aos reformados "PESTE GRISALHA". 

"A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha", afirmou num artigo que escreveu para um jornal em 2013, acusando os mais velhos de exaurir os recursos da nação com as suas reformas e pensões
Certamente aprovaria a tal política da injecção atrás da orelha para os mais velhos. Pode começar com os seus pais, para dar o exemplo. Esperemos que ele próprio seja coerente e que se vacine contra a velhice, fazendo-nos o grande favor de falecer antes de a atingir...
Partilhem para que todos os eleitores saibam que a coligação do governo colocou um espécime destes à frente de uma lista distrital...

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NB - Esta "lembrança" corre hoje na Net... Espero que que tenha surgido a tempo de uma rectificação das listas, no Distrito da Guarda...

Em 6 de Maio de 1970...

... o jornal "Alvorada", publicação editada pelos alunos do
Liceu Nacional de Setúbal
prestava homenagem a
Carlos Jorge
que foi, naquela época, um excelente aluno da nossa Escola.
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 Carlos Jorge, concorreu aos Jogos Florais de Liceu da Guarda, chegou, entregou e venceu,  em Teatro e Poesia. A atestar a validade formal e ideológica dos seus poemas, ei-los aqui!  Esta a homenagem que "Alvorada" lhe rende.
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Recordo aqui apenas um poema que, uns meses mais tarde, seria mencionado num artigo publicado no jornal "Setubalense", numa "carta" dirigida a um outro aluno do Liceu que, mais tarde, também se distinguiu na carreira profissional que escolheu...
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O senhor da pera preta 

O senhor da pera preta 
abriu a boca
e era grande e negra e oca
a boca
     do senhor da pera preta
caverna
funda cisterna
     que desagua no mar
     negro e grande e negro
O leão tinha a boca aberta
     como uma nuvem escancarada
     em céu de fim de tarde.
O leão tinha a boca aberta
     mas não era de fome
           era de sono
O mar é fundo
                          e negro
e no fundo do mar
                             negro
brilham, rebrilham arcadas
não as doces arcadas 
                         de violoncelo
mas arcadas de ossos
     brancas e amarelas
          como tremoços
Foram os que não chegaram 
                                             à Indía
os que não morreram
            nos livros volumosos
             dos feitos gloriosos
os que morreram
e ninguém pôs luto
             Quem põe luto 
                        pelo escorbuto?
Brilham, rebrilham
E no dia tantos de tantos, 
corpo do Infante, forja
das ferramentas que realizaram
o grandioso Sonho, descia
entre profundo e sentido pesar,
para a terra donde vira partir
as naus, abençoando-as com o olhar 

Entretanto
o senhor da pera preta
fechou a boca
e já não parecia
negra e grande e oca
a boca
do senhor da pera preta
           mas era.
E tudo
porque o mar só é azul,
muito liricamente azul
para quem descansa em terra
ou para quem canta
quem descansa em terra
.
Carlos Jorge
em Maio/70
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NB - O jornal "Alvorada" era um órgão dos Centros de Actividades Circum-Escolaresdo Liceu Nacional de Setúbal.

27 julho 2015

Escrito na pedra...

in "Público"
22.07.2015
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"Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir  atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente."
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Sócrates
470 a.C./ 399 a. C. 

26 julho 2015

Humor antigo...

in "Mundo ri", nº 139
Junho de 1965
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- Antes de abrir a agência de modelos, 
o Henrique nunca trazia trabalho para casa...

25 julho 2015

Vinte anos depois...

... os finalistas de 1952/53 do Liceu de Nun'Álvares
voltaram a reunir-se em Castelo Branco.
Foi no dia 1 de Junho de 1973.
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O Júlio Casaleiro e o Vitor Martins da Conceição não se viam há muitos anos. O Luís Grilo e o jjmatos testemunham aquele reencontro à porta do Liceu.
Pois... pois... "isto" já foi há 42 anos!... E só o Júlio nos deixou...

24 julho 2015

Escrito no vento...

"A bigamia consiste em ter uma mulher a mais. A monogamia é a mesma coisa…"
Oscar Wilde

23 julho 2015

São quadras, meu bem... são quadras!...

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A rosa que se não colhe
Nem por isso tem mais vida.
Ninguém há que te não olhe
Que te não queira colhida.


22 julho 2015

Um poema de Diogo Bernardes...

... retirado de uma Antologia Pessoal de Poesia Portuguesa,
compilada por Eugénio de Andrade.
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Eugénio de Andrade
visto por Dordio Gomes/1960
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Vilancete
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Lágrimas dirão por mim,
Senhora, nesta partida
Em que termos vai a vida.

Voltas

A tanto chega esta dor, 
Que desconfio da língua...
Quem pode suprir tal míngua,
Senão lágrimas de amor?
Elas vos dirão melhor,
Senhora, nesta partida
Que vai a vida sem vida.

Na força da saudade.
Quando a língua desvaria,
A quem em lágrimas fia
Elas lhe dizem verdade
As que me pede a vontade
Que chore nesta partida,
Irão dando fim à vida.

Não tem dever a tenção
Com palavras amorosas;
As lágrimas saudosas
Língua dos amores são:
Elas por mim falarão
Quando a pena da partida
Me tirar a fala e a vida.

Palavras podem mentir,
Mostrar dor grande ou pequena;
Mas lágrimas que dêm pena
Ninguém as sabe fingir.
Pelo que, quando partir,
Qual for a dor da partida
Tal será nela sentida.
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in "Antologia Pessoal de Poesia Portuguesa,
     1ªEdição - Nov/1999



21 julho 2015

Fotografias de Setúbal...

...em 19 de Maio de 1973
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Na Doca dos Pescadores

20 julho 2015

Numismática...

A terceira moeda da série «Etnografia Portuguesa», da autoria dos escultores Isabel Carriço e Fernando Branco
é alusiva às «Colchas de Castelo Branco» e seus magníficos bordados, fruto de um saber transmitido ao longo de gerações, com raízes perdidas no tempo.
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Maravilhosa moeda alusiva às Colchas de Castelo Branco 
da autoria dos escultores Isabel Carriço e Fernando Branco.

Sai a 15 de Setembro em cuproníquel, prata e ouro. A de prata terá o pássaro a azul. Primeira vez que esta técnica é usada em Portugal.

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NB - Isabel Carriço foi aluna do Liceu Nacional de Nun' Álvares, em Castelo Branco.

19 julho 2015

Fotografias de Oleiros...

...em 24 de Janeiro de 2015
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O brasão de Oleiros
na CMO

18 julho 2015

Eles foram meus alunos...

 ... em 1961/62, numa foto obtida uns anos mais tarde,
numa reunião de Antigos Alunos do Liceu de Setúbal,
realizada em 20 de Abril de 1985.

Rui Farinho e António Olímpio

17 julho 2015

Fotografias de Castelo Branco...

...em 16 de Maio de 2004
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Jardins da Escola Superior de Educação
em Castelo Branco

16 julho 2015

Escrito na pedra...

In. “Público”
13.07.2015
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Mais vale um entendimento do que muitas mãos.
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Eurípedes
(-480/ -404),
dramaturgo da Grécia Antiga

15 julho 2015

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Cantigas de portugueses
São como barcos no mar
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.

13 julho 2015

À minha frente...

...um poema de 
António Salvado
no seu último livro publicado
em Maio/2015
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António Salvado
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"À minha frente."
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À minha frente foge a juventude
no vaso a malva tristemente exala
a parca seiva que por ela passa
como um adeus de lenço sem brancura.

Porque era a cor que nela não perdura
de uma infância a luzir: jardins e lagos
enfeitados de peixes e verduras
e de risos felizes enlaçados.

Que tesouro perdido em que distância
na qual porém se escrevem as lembranças
de gritos puros pelo ar se ouvindo...

Tesouro mal guardado   quase fóssil
onde assomos de um lume se descobrem,
do lume que acendia o coração em mim.
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António Salvado
in. "No interior da página"...
RVJ Editores, Ldª
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NB - Mais uma vez com um atraso indevido... 
       mas agora com alguma "justificação"...
       De qualquer modo sei que vais desculpar. 

12 julho 2015

Escrito na pedra...

In. “Público”
20.05.2015
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Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos temos os mesmos horizontes.
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Konrad Adenauer
1876-1967
Político alemão